segunda-feira, 19 de março de 2018

TEMPO DE JEJUM.



O Senhor fala a todos os povos, de todos os tempos e raças, e lhes fala de algo claro e bem-conhecido. Hoje uma pessoa está viva, mas amanhã já morre e tudo o que tem não mais lhe serve de nada. No entanto, a alma que move o corpo, continua a viver, quer confortada e alegre ou triste e carregada. O homem é criado assim; o corpo deve viver tal como a alma deseja. Com a morte, a alma continua a viver, doravante, sem o corpo. Tudo perecerá com exceção daquilo que a alma estiver guardado consigo através do amor e da oração. Tudo de espiritual ofertado ao homem é escrito em sua alma e nunca será dela tirado.

Quando uma pessoa está viva, ela se vê prestando atenção a muitas coisas: vestimenta, saúde, sua profissão, estudos. Existem momentos em que ela se vê tomada somente com pensamentos de guerra ou uma colheita sem sucesso – ou de tudo que é necessário para sua vida na terra.

Assim também, na vida espiritual, existem tempos de atenção especial necessários à alma. Um deles é o da Grande Quaresma – um tempo de atenção especial, exame, labor nas forças e virtudes espirituais. O ato de jejuar é estabelecido pelo Espírito Santo. Homens justos, que se aperfeiçoam em Deus, através de uma vida de experiência chegam a compreender o significado do jejum, dando até testemunho de que sem o jejum é impossível levar uma vida espiritual. Todos os ataques do diabo, todas as suas tentações, tudo que concerne o mundo diabólico é deixado de lado – torna-se impotente e desencorajado – quando uma pessoa decide firmemente jejuar, de acordo com as palavras do Próprio Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo: “... Esta casta não se expulsa senão com oração e jejum”. (Mt. 17: 21).

Eis o tempo de jejum, um tempo recomendável para a purificação da alma. Esta é a coisa mais importante para a alma para aceitar a graça de Deus, que estes tesouros sejam estocados na alma, e que não serão dela tomados. E então a senda de sua vida será reta, haverá paz e alegria na alma.

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.”

por São João de Shangai e São Francisco (Maximovitch)

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