Perguntaram à São Paísios:
- “Ancião, nos primeiros anos do Cristianismo, todos os membros da Igreja faziam a confissão publicamente. Existe algum benefício numa confissão pública?
Respondeu São Paísios:
- “Os primeiros anos do Cristianismo são uma coisa, em nossos anos, agora contigo são outra questão. Hoje, não há benefício algum numa confissão pública”.
E continua a dúvida:
- “Por quê isso, Ancião Paísios? Naqueles dias, os cristãos tinham mais inveja?”
O sábio homem santo também continua:
- “Eles tinham mais inveja, eles não tinham o que temos hoje. Hoje não é o mesmo que nos velhos tempos: não havia motivos para os cônjuges se divorciarem, as famílias não eram destruídas. Ao retirarem o Sacramento da Confissão, as pessoas são sufocadas em seus pensamentos e paixões. Tu sabes quantas pessoas vêm até mim pedindo-me para ajudá-las em alguma dificuldade? E essas pessoas não querem ir à confissão ou à igreja! ‘Você até vai à igreja?’; pergunto. ‘Não!’; eles me respondem. ‘Você já confessou?’; então pergunto novamente. ‘Não. Eu vim até ti para que possais me curar’. Então digo: ‘Mas como posso curar-te? Tu precisas arrepender-se de teus pecados, tens que confessar-se, ir à igreja, receber a Santa Comunhão - caso tenhas a bênção de seu confessor - e então vou orar por tua saúde. Tu te esqueces que há outra vida e que precisamos nos preparar para isso?’.
Então a conversa continua:
“Escute, pai, tais pessoas protestam em resposta. Tudo o que o Ancião está a falar é sobre igreja, outra vida, e assim por diante, não nos ocupe. Tudo isso é um conto de fadas! Eu andei com feiticeiros, estive com paranormais e eles não puderam me curar. E então reconheci que tu podes me curar’. Imagine o que está acontecendo! Tu falas sobre a confissão, sobre a vida futura, e eles respondem que ‘tudo isso é um conto de fadas’. Mas, ao mesmo tempo, perguntam: ‘Ajude-me! Porque senão continuarei a tomar comprimidos’".
Finaliza o sábio homem santo:
“Mas como posso ajudá-los? Eles serão curados de forma mágica [sem esforço]? E olhe isto, muitas pessoas exaustas pelos problemas que elas mesmas criaram com seus pecados, não vão ao confessor que realmente pode ajudá-las, acabam confessando ao psicólogo. Eles contam aos psicólogos a história de sua doença, consultam-nos sobre seus problemas, e esses psicólogos [com seus conselhos] parecem estar arremessando seus pacientes para o meio do rio, quando estes precisam é examinar. Como resultado, os desafortunados se afogam neste rio, ou ainda nadam para a outra margem, mas a corrente os leva para muito longe do lugar onde queriam estar... Mas comparecendo diante do confessor para confessar-se, e então ser “pregado”, tais pessoas sem risco e sem medo atravessarão o rio por uma ponte. Afinal, no Sacramento da Confissão, a graça de Deus funciona e o homem é libertado do pecado”.

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