quinta-feira, 8 de março de 2018

Alexandria: cidade intelectual.


Parte V

Alexandria: cidade intelectual. 

Biblioteca de Alexandria.

Era uma cidade imensa, contando com grande prestígio econômico e comercial. Alexandria é uma grande referência intelectual na Antiguidade, particularmente na África e na Ásia. Ali se intercomunicavam as mais escolas de filosofia e praticas religiosa.

Júlio César incendiou sua gigantesca biblioteca, que contava, segundo estudiosos, com 700 mil volumes. Esta biblioteca era ponto de reunião de estudiosos, sábios e filósofos. Próxima ao rio Nilo, a produção de papiro facilitava a indústria de livros. Florescia neste ambiente cultural a filosofia neoplatônica, que influencia a mística e a teologia cristã dos Padres da Igreja. Neste ambiente cultural e religioso os rabinos traduziram o Antigo Testamento para a língua grega, realizada, conforme a tradição por 70 sábios (250-150 a.C.).

Metodologia bíblica- teológica


Estudos bíblicos e teológicos sempre a verdade, a partir do aprofundamento da revelação, servindo-se de critérios metodológicos específicos. Nisto consistirá a diferença e, por vezes, divergências entre as escolas teológicas. Dois métodos as escolas teológicas primitivas.

Método Alegórico: aproxima-se dos textos bíblicos por analogia figurativa, mostrando que a própria palavra é insuficiente para revelar o significado da verdade dos mistérios cristãos. Assim, por meio de alegorias, que são metáforas, símbolos e mitos, acreditam expressar mais profundamente a doutrina. Este método esta presente entre os filósofos da Grécia Antiga, para descrever os mitos e as fabulas dos deuses.

Método literal: este estilo de interpretação é mais objetivo, servindo-se da filologia para interpretar os textos bíblicos e entender sua mensagem. Neste método, o conteúdo do texto e mais objetivo e filosófico, realista, evitando serviu-se de figuras e metáforas próprios do estilo alegorista.


Continuarei no próximo post.

   

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