Parte V
Alexandria:
cidade intelectual.
Biblioteca de Alexandria.
Era uma cidade imensa,
contando com grande prestígio econômico e comercial. Alexandria é uma grande
referência intelectual na Antiguidade, particularmente na África e na Ásia. Ali
se intercomunicavam as mais escolas de filosofia e praticas religiosa.
Júlio César incendiou
sua gigantesca biblioteca, que contava, segundo estudiosos, com 700 mil
volumes. Esta biblioteca era ponto de reunião de estudiosos, sábios e filósofos.
Próxima ao rio Nilo, a produção de papiro facilitava a indústria de livros. Florescia
neste ambiente cultural a filosofia neoplatônica, que influencia a mística e a
teologia cristã dos Padres da Igreja. Neste ambiente cultural e religioso os
rabinos traduziram o Antigo Testamento para a língua grega, realizada, conforme
a tradição por 70 sábios (250-150 a.C.).
Metodologia bíblica- teológica
Estudos bíblicos e teológicos
sempre a verdade, a partir do aprofundamento da revelação, servindo-se de critérios
metodológicos específicos. Nisto consistirá a diferença e, por vezes, divergências
entre as escolas teológicas. Dois métodos as escolas teológicas primitivas.
Método Alegórico: aproxima-se dos textos bíblicos por
analogia figurativa, mostrando que a própria palavra é insuficiente para
revelar o significado da verdade dos mistérios cristãos. Assim, por meio de
alegorias, que são metáforas, símbolos e mitos, acreditam expressar mais
profundamente a doutrina. Este método esta presente entre os filósofos da Grécia
Antiga, para descrever os mitos e as fabulas dos deuses.
Método
literal: este estilo de interpretação é mais objetivo,
servindo-se da filologia para interpretar os textos bíblicos e entender sua
mensagem. Neste método, o conteúdo do texto e mais objetivo e filosófico, realista,
evitando serviu-se de figuras e metáforas próprios do estilo alegorista.
Continuarei no próximo post.

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