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| São Simeão, o Novo Teólogo. |
O Monge Simeão, o Novo Teólogo, nasceu no ano 946 na cidade de Galata (Paphlagonia), e recebeu a educação secular básica em Constantinopla. Seu pai o preparou para uma carreira na corte e, durante certo tempo, o jovem ocupou uma posição elevada na corte imperial. Mas aos 25 anos sentiu atraído pela vida monástica, e, então, fugiu de sua casa e retirou-se para o mosteiro Studita, onde se submeteu à orientação do conhecido Simeão, o Reverente. A ação ascética básica do monge foi a incessante Oração de Jesus em sua forma curta: "Senhor, tem piedade!" Para uma maior concentração da oração, ele constantemente buscava a solidão, e mesmo na liturgia, ficava separado dos irmãos, e geralmente permanecia sozinho à noite na igreja. A fim de se acostumar a atenção sobre a morte, passava noites no cemitério. O fruto de seu fervor era uma condição especial de êxtase: nesses momentos, o Espírito Santo, sob a forma de uma nuvem luminosa, descia sobre ele e o tornava inconsciente de sua visão ao redor. Com o tempo, ele alcançou uma constante consciência espiritual elevada, o que ficou especialmente evidente quando celebrava a Liturgia. Por volta do ano de 980, o Monge Simeão foi constituído higúmeno do mosteiro de São Mamant e nesta dignidade permaneceu por 25 anos. Ele corrigiu a gestão negligente que havia no mosteiro e restaurou a ordem na igreja.
O Monge Simeão combinava a bondade com o rigor e a firme observância das exigências do Evangelho.
Assim, por exemplo, quando seu discípulo favorito Arsênio matou corvos que estavam picando pão úmido, o Igumeno o fez amarrar os pássaros mortos a uma corda e usá-la como "colar" no pescoço. Também, um dia, ele foi procurado por certo bispo de Roma, que estava perturbado por não conseguir se arrepender de ter assassinado seu jovem sobrinho, e o Monge Simeão, paciente e exitosamente o ajudou.
A rigorosa disciplina monástica praticada por Simeão, provocou uma forte insatisfação entre os seus irmãos monges. Uma vez após a liturgia, alguns deles estavam tão irritados, que se precipitaram sobre ele e quase o mataram. Quando o Patriarca de Constantinopla os expulsou do mosteiro e quis entregá-los às autoridades da cidade, Simeão conseguiu que eles fossem perdoados e os ajudou a encontrarem trabalho na vida secular.
Cerca do ano 1005, o Monge Simeão entregou seu cargo de higumeno a Arsenios, e foi morar próximo ao mosteiro. Lá compôs suas obras teológicas, cujos fragmentos constam no 5º volume da "Filokalia" ("Dobrotoliubie"). O principal tema de suas obras é a atividade oculta de um aperfeiçoamento espiritual na luta contra as paixões e os pensamentos pecaminosos.
Ele também deixou alguns tratados direcionados aos monges: "Capítulos Teológicos Práticos", "Um Trato Sobre Três Formas de Orações" e "Um trato na fé". Além disso, o Monge Simeão era um excelente poeta da Igreja. A ele pertencem os "Hinos do Amor Divino”, no qual constam cerca de 70 poemas, cheios de profundas reflexões sobre a oração.
Os ensinamentos do Monge Simeão sobre o novo homem e sobre a "divinização da carne", com os quais ele queria substituir os ensinamentos sobre a "mortificação da carne" (pelo que também o chamaram de "Novo Teólogo"), eram de difícil assimilação para os seus contemporâneos. Muitos de seus ensinamentos pareciam inaceitáveis e estranhos. Isso levou a conflitos com as autoridades da igreja de Constantinopla, e o Monge Simeão foi submetido ao exílio. Ele se retirou para as costas do Bósforo e fundou lá o mosteiro de Santa Marina.
O santo repousou pacificamente em Deus no ano 1021. Ainda em vida, ele foi agraciado com o dom de operar prodígios. Numerosos milagres ocorreram também após a sua morte. Um deles foi a descoberta milagrosa desceu ícone. Sua Vida foi escrita por seu secretário e discípulo, o Monge Nikita Stethatos

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