quinta-feira, 8 de março de 2018

Estação em São Vital

Basílica de São Vital em Ravena Itália.

A Igreja estacional foi edificada pela piedosa matrona Vestina (416). Segundo as Atas de seu martírio, Vital era originário de Ravena e seu pai dos Santos Gervásio e Protásio e foi enterrado até a cintura e morto a pedradas. Inspiramos neste fato as duas lições (cf. Gn: 37, 6-22) da Divina Liturgia: José lançado na cisterna e os vinhateiros malvados que matam o filho do rei. "Na minha tribulação clamei ao Senhor e ele me atendeu. Livrai, Senhor, a minha alma dos lábios iníquos e da língua mentirosa" (Sl: 119, 1-2) são a oração de São Vital, em meio dos tormentos do martírio, "Aparecerei revestido de justiça na vossa presença é serei saciado quando me for manifestada a vossa glória" (Sl: 16, 15), saúda seu ingresso no céu.



José e a figura de Jesus Cristo que foi vendido aos fariseus por um amigo (Judas), e entregue ao governador romano pelos seus próprios concidadãos, a fim de ser condenado a morte  cf. Gn: 37, 6-22). O Santo Evangelho descreve a reprovação do povo de Israel ( figurado pela  vinha) o qual apedrejou e matou os profetas e muitos outros mensageiros do céu e crucificou o próprio Filho de Deus. Por isso no novo reino (a Igreja) são chamados de pagãos.



No Batismo escolhemos como herança os sofrimentos de Cristo em cada Divina Liturgia e em cada Comunhão, renovamos o desejo de participar intimamente com Jesus. Devemos, portanto, julgar-nos muito felizes quando somos alvo de ódios, de calúnias, de humilhações, por que assim estaremos seguindo realmente o Mestre divino ao longo do caminho da Cruz e da glória.
Justiniano imperador ao centro do mosaico da basílica de São Vital.

Ao centro sua esposa Teodora a imperatriz.
I


Marcos Vinícius Faria de Moraes.

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