segunda-feira, 19 de março de 2018

Por que a Igreja é contra a "liberdade" sexual?



Porque os Pais da Igreja sabem que os impulsos de todos os tipos, sexuais inclusive, não são manifestações espontâneas. Eles mesmos são condicionados por experiências esquecidas, pela cultura, pela pressão social, por traumas enterrados na alma.

Quando seguimos os impulsos sexuais, não estamos sendo livres, estamos sendo subservientes a essa mistureba de refugos do passado no nosso coração, e pior, provavelmente, no ato mesmo, acumulando mais lixo ainda. Estamos seguindo as idéias e valores das pessoas que criaram os elementos culturais que nos influenciaram, e portanto somos escravos deles. Estamos seguindo os traumas que nos foram infligidos por pais, colegas de escola, antigos parceiros afetivos e/ou sexuais e portanto obedecendo e nos mantendo ligados a eles, presos no passado e não sendo livres. Estamos seguindo a um influxo de hormônios provocado por uma picanha suculenta e portanto acorrentados por forças cegas.

A liberdade sexual nada mais é que ser acorrentado e atirado daqui para lá, ser escravo de mil donos. A verdadeira liberdade sexual não é entregar-se aos impulsos (como os libertinos), nem livrar-se do sexo (como os moralistas), mas libertar o sexo desses milhares de condicionadores opressivamente manipuladores.

Uma vez que o coração tenha de fato se libertado dessas amarras, quando nossas pulsões são livres e seguem o que o único verdadeiro Mestre ordena, aí sim somos livres. O fato verificado empiricamente por dois mil anos de experiências psicossomáticas entre cristãos é que quando isso acontece, a pulsão sexual sempre se manifesta em alguma forma de castidade: ou matrimônio, ou vida monástica, ou algum tipo de vida leiga tão ardorosa e devotada a uma vocação que nem se interessa por sexo. Nunca nenhuma das maluquices que teóricos, filmes, novelas, livros e séries sugerem.



Imagem: Ícone do livro Cântico dos Cânticos.


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