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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Escola de Antioquia.


Igreja em Antioquia atual Turquia.


A escola de Antioquia tinha uma presença muito significativa de judeus-cristãos que deram características próprias a exegese e a teologia da Igreja. Os fundadores desta foram os mártires Doroteu e Luciano de Samósata. O método desta escola não é alegoria e a especulação filosófica, própria da escola Alexandrina. Esta escola de Antioquia desenvolve a exegese bíblica, com um senso de sóbria objetividade e caráter científico. A explicação das Escrituras segue o sentido literal e histórico, recorrem a filologia e a semântica. Ao lado do sentido literal, serve-se algumas vezes da interpretação tipológica  expressando as relações entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento.

A Escola de Antioquia influenciou a Escola de Edessa, onde figurou o monge Santo Efrém, o sírio. Devemos ressaltar que esta cidade protagonizou vários cismas ariano (360 d. C.).

Luciano de Samósata fundou a Escola de Antioquia. Este presbítero estabelece-se  em Antioquia por volta de 260 d. C. Destacamos Diodoro de Tarso, grande exegeta, que comentou os livros da Bíblia. Só restam fragmentos de suas obras.

Teve dois grandes discípulos: São João Crisóstomo e Teodoro de Mopsuestia . Esse grande presbitério fora também um importante guia espiritual, admirado por sua eloquência e por sua eloquência e por sua austeridade.

São Luciano Samósata.


Diodoro de Tarso


Marcos Vinícius Faria de Moraes.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

São Clemente de Alexandria

São Clemente de Alexandria.

Oriundo de família pagã, nasceu em 150 d. C. É um grande humanista cristão. Seu grande mérito é a felicidade a tradição cristã, incorporando o gênio cultural de seu tempo.
Conhece profundamente a cultura helênica e nos legou preciosas informações sobre os filósofos pré-socráticos e os seus cultos mistéricos.  Unifica em sua reflexão teológica duas condições de sua própria existência: ser grego e cristão.  Estas duas concepções de seu pensamento se harmonizam, e se completam em sua teologia. Por sua própria personalidade, que expressa abertura de espírito, entusiasmo e grande religiosidade, conquista grande simpatia entre os fiéis e os literatos de Alexandria. Seus escritos são muitos originais e elegantes, embora nem sempre siga um método lógico nas suas exposições.


Como uma vasta cultura, é pioneiro da ciência eclesiástica. Seus textos mostram grande conhecimento do Antigo Testamento, citado 1.500 vezes, do Novo Testamento, citado 2.000 vezes, e dos autores clássicos citados 360 vezes.

Sua eclesiologia ensina que a Igreja é única e universal, como uma mãe que alimenta seus filhos. Para ingressar na Igreja, os cristãos recebem o batismo, que é um mistério de regeneração e renascimento. Os batizados receberam o Cristo como alimento, na eucaristia. Quando maculados pelo pecado, os cristãos podem receber a purificação.
Obras:


Protreptico:


Trata-se de uma "exortação", como exemplo uma apelo emocional para a conversão. Escrevendo a partir do estilo literário de seu tempo, faz uma apologia de adesão a Cristo. A partir da filosofia, apresenta o caminho profético para o Logos. Esta ciência é o caminho para a sabedoria de Deus. Superando o simples gnosticismo, mostra que o Logos semeia no ser humano o desejo de eternidade, exige sua conversão e transforma a própria existência. A fé possibilita que o sagrado se revele na razão humana.





Exalta a figura de Cristo como modelo para a vida moral dos fiéis convertidos a fé. Revala-se grande educador, ao apontar caminhos para viver a mensagem evangélica cristã. Apresenta, com precisão, o modo de viver do cristão, ate mesmo de sua alimentação, vestimentas e comportamento social. Faz um delicado apelo para que os cristãos evitem vicios, sobretudo no excesso de bebidas alcoólicas, particularmente o vinho. O ideal cristão e o amor e a doação total da proprpr vida a Deus, nos irmãos.





Significa " tapeçarias" e apresenta um conjunto de notas sobre a forma de viver dos cristãos. Destaca a forma de viver dos gnósticos cristãos. Para ele, Deus transcende toda figuração iconográfica. Tudo que afirmamos de Deus e sempre inadequado a seu ministério. O conhecimento verdadeiro e a contemplação constante, baseada na simplicidade da de. Ser gnóstico é ser amigo de Deus, contempla-lo  e deixar-se contemplar por Ele, penetrar o mistério insondável de Deus. Este itinerário para Deus e motivado pelo ideal do amor, que é fruto da contemplação e da serenidade e se concretiza no martírio.

Marcos Vinícius Faria de Moraes.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Primeiro exegeta cristão

Primeiro exegeta cristão.




Dando continuidade a segunda parte do texto Orígenes é o grande estudioso, com critérios científicos, das Sagradas Escrituras. Antes de tudo, aponta duas dificuldades para o estudo do Antigo Testamento.

Dificuldade de entender a Bíblia muitos mitos, igualmente, no Antigo Testamento existem mitos e expressões divinas antropomórficas.

Mesmo que os cristãos devam manter a Antiga Lei, precisam também interpretar e atualizar seus ensinamentos. A solução é a alegoria como método bíblico.

Interpretação alegórica.

Orígenes desenvolveu um modelo exegético de interpretação alegórica, que permite uma aproximação mais coerentes dos textos bíblicos.

Modelo tipológico: Este modelo é percebido quando personagens do Antigo Testamento. O Antigo Testamento e uma forma simbólica do Novo Testamento, como um livro preparatório para a revelação definitiva da Aliança de Deus com a humanidade. Se havia já a mentalidade que os profetas eram propedêuticos da revelação cristã, esta concepção se alarga, referindo-se aos grandes nomes bíblicos da Antiga Aliança.

Modelo escatológico: a partir da concepção da revelação final, a interpretação do Novo Testamento nos indica as verdades do fim dos tempos. Caminha-se da interpretação literal para o sentido espiritual dos escritos neotestamentários.

Alegoria como rejeição ao gnosticismo.


Partindo do sentido literal das Escrituras, Orígenes aprofunda a interpretação alegórica, servindo-se da filologia, que considera que os próprios escritos expressam o sentido dos textos. Entendamos estes modelos:

Interpretação literal: Na sua obra bíblica mais importante, Hexapla, Orígenes apresenta em seis colunas os textos bíblicos. Estes estudo comparativo das transcrições bíblicas inspiraram Eusébio de Cesaréia e São Jerônimo e é um importante modelo de exegese. O sentido literal conserva o essencial do texto, sendo a referência de toda interpretação bíblica. As palavras permitem atingir o espírito da revelação, como o Corpo de Cristo nos leva ao sentido espiritual do Logos. A palavra escrita - texto sagrado - é como o Corpo de Cristo encarnado, onde habita o Logos divino.

Orígenes faz uma analogia com o corpo humano, para nos fazer entender a interpretação literal da Bíblia:

  • O corpo: do homem expressa o sentido literal, para os cristãos comuns e simples. Neste modelo, a alegria é mais simples e útil, visando a edificação dos cristãos mais simples. É importante na preparação dos fiéis, como iniciantes na fé.


  • A alma humana: se une ao sentido moral, para os cristãos em evolução. Temos aqui a interpretação moral. Este tipo de aproximação da Palavra de Deus é mais elementar e é importante para os cristãos em busca de crescimento. A Sagrada Escritura é atualizada, visando ao crescimento dos cristãos.


O espírito: do ser humano se relaciona com o sentido espiritual, que é o caminho de perfeição. É uma interpretação mais profunda que assume, tantas vezes,no modelo tipológicos, mas também o modelo escatológico e eclesial. Busca na na palavra de Deus exemplos de organização da Igreja.

Mística na teologia de Orígenes.

Nosso encontro com Deus se realiza por meio de nosso encontro espiritual com o Logos divino, que se revela progressivamente na história da humanidade. Sua doutrina lhe fez merecer o título de “fundador da mística cristã”. Todos os seres humanos tendem ao Sumo Bem, que é Deus. Aos poucos cada ser humano vai se identificando com Deus. Pelo pecado, o ser humano perder sua imagem divina. De fato, a imagem não foi perdida, segundo Orígenes, mas somente silenciada pelo pecado. Vencendo o pecado, o ser humano vai se aproximando de Deus. Por intermédio do amor, buscando a união com Deus. Está contemplação, que nasce da verdade, nasce do amor. Está   contemplação permite a cada pessoa participar do Espírito divino, como consequência do destino pessoal. A natureza humana participa do Espírito divino por sua própria natureza. Nisto consiste a superioridade do ser humano sobre toda a criação.

A busca de Deus passa pelo conhecimento progressivo e pela santidade. Passando do conhecimento progressivo para a fé carismática, o ser humano cumpre seu destino: torna-se um homem espiritual.

Marcos Vinícius Faria de Moraes

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Orígenes



Orígenes nasceu numa família cristã, em 185  d. C. e testemunha desde a juventude a perseguição   dos poderosos romanos, particularmente  de Sétimo Severo, entre 202 e 203. Seu pai foi martirizado 
neste período  e todo o clero foi expulso e exilado. Foi escolhido  como mestre dos catecúmenos aos 18 anos, pelo bispo Demétrio de Alexandria. Sua conversão  foi radical, levando a desfazer-se de seus livros profanos, vivendo a vida ascética impondo-se a castração, para seguir radicalmente as passagens dos Evangelhos.

Para confrontar, seus grande interlocutores, como intelectuais, lideres  do paganismo e tantas seitas, ordena seus pensamento,   sua pesquisa e seu ensinamento, com maior lógica científica. Por esta aproximação, a filosofia de Platão e, pouco mais tarde, aquele Plotino tornam-se referência na  reflexão teológica. Isso vai perdurar por toda a tradição cristã, atravessando os séculos.

Tem uma equipe de pesquisa e produção de textos, que multiplica seus trabalhos. Conhece a Igreja de Jerusalém, onde conhece o bispo de Alexandria. Trava conhecimento também com Teoctisto de Cesareia. 

Foi ordenado sacerdote  na Palestina e isso desagradou seu opositor, Demétrio de Alexandria. Estas contendas o levarão a acusações de heresias. Precisou defender sua ortodoxia, que era colocada em dúvida, devido a acolhida aos sistemas filosóficos na elaboração de sua teologia.

É forçado a deixar Alexandria. Em Cesareia, na Palestina, escreve homilias sobre os textos escriturísticos. Sua presença transforma Cesareia num grande centro intelectual e teológico do cristianismo. Mesmo no Egito se encontraram manuscritos de Orígenes.

Foi perseguido e preso com muitos cristãos, sob o governo de Décio. Mesmo sobrevivendo, poucos anos mais tarde faleceu (253-254). É o grande inspirador dos padres capadócios ( São Basílio, São Gregório de Nissa e São Gregório o Teólogo), de  Santo Ambrósio de Milão e de São Jerônimo.

Obras e pensamento:


Dos princípios: em 4 Livros , procura os princípios da fé cristã. Neste ensaio teológico-bíblico, apresenta metodicamente uma visão de Deus, do mundo e do ser humano. Sendo um grande exegeta, serve-se das Escritura e da Tradição eclesial. E peculiar, no sentido de que não apresenta verdades fechadas, mas apresenta suas hipóteses e argumentos. Assim, por exemplo, quando fala do destino do humano, sem tomar uma decisão, afirma que a Escritura revela ressurreição da carne, enquanto Platão afirma que a matéria não atinge a contemplação.



Anotações: são breves explicações das passagens bíblicas. Orígenes tomava os textos mais difíceis e atrativos e os explicava. Temos apenas testemunho da existência destes textos.


Homilias: explicações de passagens do Antigo Testamento e dos Evangelhos, escritos em seu tempo de permanência em Cesaréia. Restam em grego 20 homilias sobre Jeremias e do livro de Samuel (1Sm, 28, 3s). Temos ainda partes das homilias de São Lucas e São Mateus. Jerônimo e Rufino traduziram estás homilias, sobretudo do Antigo Testamento.

Comentários: um outro modelo de escritos são os comentários de São Mateus, de João (em língua grega) e do Cântico dos Cânticos (em latim). Também comentários da Epístola aos Romanos.


Hexapla: está obra de Orígenes revela seu grande conhecimento filológico dos textos bíblicos. E o pioneiro da crítica e expressa sua habilidade na interpretação alegórica da Palavra de Deus. Orígenes manifesta seu interesse pelos textos tal qual foram escritos e transmitidos. Surgem assim o estudo cientifico da sagrada Escritura, a exegese.


Contra Celsum: Considera a melhor obra apologética do período Patrístico, e a defesa da fé  cristã mais bem elaborada. mais que refutar as críticas de Celso, um filosofo platônico. Orígenes nos faz compreender a importância da razão no cristianismo. o cristianismo não e uma fé sem razão, mas uma profunda filosofia que nos leva a transcendência esta e uma obra marcante da teologia de Orígenes. Celso um filosófo platônico que escreveu uma obra chamada ¨Discurso verdadeiro¨, na qual ataca os cristãos e seus dogmas sem conhecer esta obra, sabemos que seu autor condena o povo hebreu e suas escrituras. condenando o povo hebreu, afirma que os livros do Antigo Testamento são lendas e não são dignas de Deus.


Celso conta uma historia  estranha sobre Jesus: Jesus é filho de um soldado romano de nome Panter, que seduziu uma jovem hebraica. foi expulso e se refugia  no Egito, onde aprende as artes mágicas. no seu retorno a Palestina, com seu truques e magias, inicia movimento e faz-se proclamar Filho de Deus. Celso acusa Jesus de ser um andarilho, vagabundeando com os pescadores e pecadores como mendigos e pedindo esmolas. se era o Deus, por que se deixou prega na cruz? Afirma ainda que a ressurreição é uma fabula, semelhante as outras narrativas  de ressurreição da literatura gregas,  acusa seus seguidores de charlatões e enganadores do povo. Certamente este filosófo  estava indignado contra os cristão,  que se propagavam rapidamente.


Orígenes defende os cristãos, afimarndo que eles tem uma fé simples, mas com conhecimento elevado e profundo mostra ainda que muitos cristãos mudaram de vida e abandonaram a vida de maldades anteriores a conversão acusa Celso de  manipular os textos da Escrituras para justificar suas críticas. O povo tem uma fé simples, mas verdadeira, conforme sua formação intelectual e suas possibilidades.


Marcos Vinícius Faria de Moraes

segunda-feira, 12 de março de 2018

São Clemente de Alexandria.


Parte VII


São Clemente de Alexandria.


Oriundo de família pagã, nasceu em 150 d. C. É um grande humanista cristão. Seu grande mérito é a felicidade a tradição cristã, incorporando o gênio cultural de seu tempo.

Conhece profundamente a cultura helênica e nos legou preciosas informações sobre os filósofos pré-socráticos e os seus cultos mistéricos.  Unifica em sua reflexão teológica duas condições de sua própria existência: ser grego e cristão.  Estas duas concepções de seu pensamento se harmonizam, e se completam em sua teologia. Por sua própria personalidade, que expressa abertura de espírito, entusiasmo e grande religiosidade, conquista grande simpatia entre os fiéis e os literatos de Alexandria. Seus escritos são muitos originais e elegantes, embora nem sempre siga um método lógico nas suas exposições.


Como uma vasta cultura, é pioneiro da ciência eclesiástica. Seus textos mostram grande conhecimento do Antigo Testamento, citado 1.500 vezes, do Novo Testamento, citado 2.000 vezes, e dos autores clássicos citados 360 vezes.
Sua eclesiologia ensina que a Igreja é única e universal, como uma mãe que alimenta seus filhos. Para ingressar na Igreja, os cristãos recebem o batismo, que é um mistério de regeneração e renascimento. Os batizados receberam o Cristo como alimento, na eucaristia. Quando maculados pelo pecado, os cristãos podem receber a purificação.

Obras:


Protreptico: trata-se de uma "exortação", como exemplo uma apelo emocional para a conversão. Escrevendo a partir do estilo literário de seu tempo, faz uma apologia de adesão a Cristo. A partir da filosofia, apresenta o caminho profético para o Logos. Esta ciência é o caminho para a sabedoria de Deus. Superando o simples gnosticismo, mostra que o Logos semeia no ser humano o desejo de eternidade, exige sua conversão e transforma a própria existência. A fé possibilita que o sagrado se revele na razão humana.



Pedagogo: exalta a figura de  Cristo como modelo para a vida moral dos fiéis convertidos a fé. Revela-se grande educador, ao apontar caminhos para viver a mensagem evangélica cristã. Apresenta, com precisão, o modos de viver do cristão, até mesmo de sua alimentação, vestimentas e comportamento social. Faz um delicado apelo para que os cristãos evitem os vícios, sobretudo no excesso da bebidas alcoólicas, particularmente o vinho. O ideal cristão é o amor é a doação total da própria vida a Deus, nós irmãos.


Stromatas: significa "tapeçarias" e a apresenta um conjunto de notas sobre a forma de viver dos cristãos. Destaca a forma de viver dos gnósticos cristãos. Para ele, Deus é sempre inadequado a seu mistério. O conhecimento verdadeiro é a contemplação constante, baseada na simplicidade da fé. Ser gnóstico é ser amigo de Deus, contempla-lo e deixar-se contemplar por Ele, penetrar o mistério insondável de Deus. Este itinerário para Deus é motivado pelo ideal do amor, que é fruto da contemplação e da serenidade e se concretiza no martírio.


Continuarei no próximo post.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Alexandria: cidade intelectual.


Parte V

Alexandria: cidade intelectual. 

Biblioteca de Alexandria.

Era uma cidade imensa, contando com grande prestígio econômico e comercial. Alexandria é uma grande referência intelectual na Antiguidade, particularmente na África e na Ásia. Ali se intercomunicavam as mais escolas de filosofia e praticas religiosa.

Júlio César incendiou sua gigantesca biblioteca, que contava, segundo estudiosos, com 700 mil volumes. Esta biblioteca era ponto de reunião de estudiosos, sábios e filósofos. Próxima ao rio Nilo, a produção de papiro facilitava a indústria de livros. Florescia neste ambiente cultural a filosofia neoplatônica, que influencia a mística e a teologia cristã dos Padres da Igreja. Neste ambiente cultural e religioso os rabinos traduziram o Antigo Testamento para a língua grega, realizada, conforme a tradição por 70 sábios (250-150 a.C.).

Metodologia bíblica- teológica


Estudos bíblicos e teológicos sempre a verdade, a partir do aprofundamento da revelação, servindo-se de critérios metodológicos específicos. Nisto consistirá a diferença e, por vezes, divergências entre as escolas teológicas. Dois métodos as escolas teológicas primitivas.

Método Alegórico: aproxima-se dos textos bíblicos por analogia figurativa, mostrando que a própria palavra é insuficiente para revelar o significado da verdade dos mistérios cristãos. Assim, por meio de alegorias, que são metáforas, símbolos e mitos, acreditam expressar mais profundamente a doutrina. Este método esta presente entre os filósofos da Grécia Antiga, para descrever os mitos e as fabulas dos deuses.

Método literal: este estilo de interpretação é mais objetivo, servindo-se da filologia para interpretar os textos bíblicos e entender sua mensagem. Neste método, o conteúdo do texto e mais objetivo e filosófico, realista, evitando serviu-se de figuras e metáforas próprios do estilo alegorista.


Continuarei no próximo post.

   

Parte IV

Escola de Alexandria


No cristianismo, Alexandria é o mais antigo centro das ciências sagradas, com uma formação filosófica e literária de alto nível. Nesta escola, aprofundou-se o conteúdo metafísico da fé cristã. Para sua interpretação alegórica das Escrituras, servia-se do pensamento platônico. Seus principais representantes foram São Clemente, Orígenes, São Dionísio, Santo Atanásio, e Didone, entre tantos.

Os exegetas usam o método alegórico; interpretavam seguindo o modelo de interpretação dos mitos e dos poetas gregos, particularmente Homero, assim como os judeus eruditos, como, por exemplo, Aristóbulo de Alexandria e Fílon, que foi filósofo religioso.

Para exemplificar, lembramos que Fílon comenta alegoricamente os livros bíblicos, como Gênesis, buscando a convergência entre a filosofia e a revelação bíblica. Esse método influenciou os escritores de Alexandria.

O interesse destes teólogos é a descoberta do sentido mistérico das narrativas bíblicas, sejam fatos exortações, eventos, por acreditarem que a interpretação literal incorreria na secularização dos textos sagrados. Por esta razão, não raramente desembocam em interpretações enigmáticas e esotéricas dos mistérios revelados.

Continuarei no próximo post.


Dois modelos de escolas teológicas.

Parte III



Por certo, são muitas as escolas teológicas do período patrístico. Não eram normalmente instituições fixas duráveis, mas tinham, em alguns períodos, fortes representantes da fé cristã, como teólogos, patriarcas e lideres religiosos. Não tinham naturalmente jurisdição civil, pois era fruto de iniciativas de mestres e pastores. Estas escolas sustentavam os sínodos e os concílios e se tornavam importantes quando surgiam questões complexas serem discutidas no tocante à fé e à doutrina.

Duas escolas merecem destaque: Alexandria e Antioquia. Conhecamos estas escolas, seu ambiente sociocultural, suas características e seus principais representantes.


Continuarei no próximo post.