quinta-feira, 14 de junho de 2018

São Justino Mártir, o Filósofo, e seus companheiros em Roma 01 de junho -- Calendário Juliano.


No dia 01 de junho se comemora a memória de São Justino Mártir, que nasceu no ano 114 em Síquem, uma antiga cidade da Samaria. Seus pais eram gregos e pagãos. Desde a infância Justino revelava grande inteligência, amor pelo conhecimento e uma fervorosa devoção pela Verdade. 

Quando chegou à idade estudou em diversas escolas gregas de filosofia: estóicos, platonistas, pitagóricos, peripatéticos; e concluiu que nenhum desses ensinamentos pagãos revelava a via de conhecimento do Deus verdadeiro. 

Certo dia estava passeando em um lugar solitário fora da cidade e ponderando onde poderia buscar o caminho que levava à Verdade quando encontrou um ancião. Na conversa que se seguiu ele revelou a Justino a essência da doutrina cristã e o aconselhou a procurar respostas para todas suas questões na meditação sobre as Sagradas Escrituras. 

''Mas antes de qualquer coisa'', disse o santo ancião, ''ore diligentemente a Deus, para que Ele abra para você os portões da Luz. Ninguém é capaz de compreender a Verdade a menos que seu entendimento seja agraciado pelo próprio Deus, que se Revela a todo aquele que O busca em oração e amor.'' 

Aos 30 anos de idade, Justino aceitou o Santo Batismo, passando a dedicar seu talento e vasto conhecimento filosófico para pregar o Evangelho entre os pagãos. Começou sua jornada por todo o Império Romano plantando as sementes da fé. ''Todo aquele que está apto para proclamar a Verdade e não o faz será condenado por Deus'', escreveu. 

São Justino abriu uma escola de filosofia cristã em que defendia os ensinamentos da Igreja e refutava a sofística pagã e as distorções heréticas do Cristianismo. Debateu tanto com o filósofo cínico Crescentio quanto com aqueles que defendiam os erros do gnóstico Marcião de Sinope. 

No ano 155, quando o Imperador Antonino pio [138-161] deu início a uma perseguição contra a Igreja, São Justino pessoalmente lhe enviou uma apologia em defesa de cristãos que haviam sido condenados à execução, Ptolomeu e Lucias [e um terceiro cujo nome permanece desconhecido]. Na Apologia ele demonstrou a falsidade da difamação contra os cristãos injustamente acusados por simplesmente sustentarem sua fé. A obra exerceu um efeito positivo sobre o Imperador, que mandou cessar a perseguição. Por ordem de Antonino Pio, São Justino viajou para a Ásia Menor, onde a perseguição era particularmente severa. Ele proclamou as mensagens jubilosas do edito imperial por todas as cidades e pelos campos. 

Um debate entre São Justino e o Rabino Trypho se deu em Éfeso. O filósofo ortodoxo demonstrou a verdade da fé cristã com base nos escritos proféticos do Velho Testamento. São Justino providenciou um relato desse debate em sua obra ''Diálogo com Trypho, o Judeu''. 

Uma segunda Apologia de Santo Justino foi endereçada ao Senado Romano, no ano 161, logo depois de Marco Aurélio [161-180] subir ao trono. Quando retornou da Itália, pregou o Evangelho em todo lugar, convertendo muitos à verdadeira fé. Quando o santo chegou a Roma, o invejoso Crescentio, que Justino havia vencido em um debate, apresentou diversas acusações falsas contra ele perante uma corte romana. 

São Justino foi colocado sob guarda, torturado e martirizado em 165. Suas relíquias repousam em Roma. Os Santos Mártires Justino, Chariton, Euelpiso, Hierax, Peono, Valeriano, Justo e Charito sofreram com São Justino Filósofo no ano 166. Eles foram levados a Roma e atirados em uma prisão. Os santos confessaram com coragem sua fé em Cristo diante da corte do Prefeito Rústico. O Prefeito pediu que todos sacrificassem aos ídolos, e diante da recusa de todos sentenciou-os à morte.

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