Aquilina, fenícia da cidade de Biblos, sofreu sob o Imperador Diocleciano [284-305]. Seus pais a haviam criado na piedade cristã. Quando a menina completou doze anos de idade, persuadiu um amigo pagão a se converter a Cristo. Um dos servos do governador imperial, Volusiano, a acusou de desviar os demais da religião dos ancestrais. A menina confessou firmemente a fé em Cristo diante do governador e disse que não renunciaria a ela.
Volusiano tentou influenciar a jovem confessora mas vendo a confiança de Aquilina ordenou que fosse torturada. Enquanto a torturavam cruelmente, o carrasco lhe perguntou, ''Onde está seu Deus? Deixe-O vir e te tirar de minhas mãos.'' A santa respondeu, ''O Senhor está comigo invisivelmente, e quanto mais sofro, mais força e resistência Ele me dá.''
Pensando que a mártir estava morta, o carrasco mandou atirá-la para fora da cidade para ser comida por cães. Mas à noite um Santo Anjo a curou. A mártir retornou à corte do governador Volusiano. Vendo-a, ele ordenou aos seus servos que mantivessem guarda sobre ela até a manhã, quando então sentenciou-a à morte, sob acusação de feitiçaria e de desobediência aos decretos imperiais.
Enquanto levavam-na para a execução, Santa Aquilina dava graças a Deus por permitir que sofresse em Seu Santo Nome. Uma voz foi ouvida em resposta às suas orações, e antes que o carrasco cumprisse a sentença, a mártir entregou o espírito a Deus [+293].
Temendo desobedecer ordens imperiais, o carrasco ainda assim a decapitou, embora já estivesse falecida. Os cristãos sepultaram piedosamente o corpo da mártir, e mais tarde suas relíquias foram transferidas para Constantinopla e estabelecidas em uma igreja construída em sua honra.


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