Quando cristãos são convencidos a rejeitar ou (o que é taticamente mais inteligente) alterar seus dogmas para se adaptarem à demanda de um cristianismo mais atualizado ou “universal”, perdem tudo, pois o que é valorizado por cristãos e por hindus é diretamente derivado de seus dogmas. E os dogmas hindus são um repúdio direto aos dogmas cristãos. Isso nos leva a uma conclusão espantosa: o que os cristãos crêem ser mau, os hindus crêem ser bom, e vice-versa: o que os hindus crêem ser mau, os cristãos crêem ser bom.
O conflito real consiste nisto: que o pecado máximo para o cristão é a realização máxima do bem para o hindu. Os cristãos sempre reconheceram o orgulho como um pecado fundamental — a fonte de todo o pecado. E Lúcifer é o arquétipo quando diz: Subirei ao céu, exaltarei meu trono acima das estrelas de Deus ... Subirei acima das alturas das nuvens; serei semelhante ao Altíssimo (Is. 14:13–14). Num plano inferior, é o orgulho que transforma até as virtudes do homem em pecados. Mas para o hindu em geral, e o advaita ou vedanta em particular, o único “pecado” é não crer em você mesmo e na humanidade como o próprio Deus. Nas palavras de Swami Vivekananda (que foi o defensor moderno mais proeminente do vedanta): “Vocês ainda não entendem a Índia! Nós, indianos, somos adoradores do homem, afinal de contas. Nosso Deus é o homem!”

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