sábado, 7 de abril de 2018

Grande Sábado Santo Descida de Cristo ao Hades 25 de março -- Calendário Juliano


No Grande e Santo Sábado a Igreja Ortodoxa comemora o enterro de Cristo e Sua descida ao Hades. É o dia entre a crucificação de Nosso Senhor e Sua gloriosa Ressurreição. 

As Matinas do Santo Sábado ocorrem no fim da sexta, e enquanto muitos elementos do ofício representam a lamentação pela morte e sepultamento de Cristo, o ofício em si mesmo é marcado por expectativa vigilante. 

O mistério da descida do Senhor ao Hades aponta que a morte foi destruída por dentro de si própria. A Tumba de Cristo, foco de todo o ofício, não é um túmulo comum, não é lugar de corrupção, mas de vitória, vivificante e fonte de poder. 

Neste dia, Cristo observa um repouso sabático na tumba. Seu repouso, entretanto, não é inatividade, mas realização da vontade divina e do plano de salvação para a humanidade e para o cosmos. Aquele que trouxe todas as coisas ao ser, torna novas todas as coisas. A re-criação do mundo foi cumprida de uma vez por todas. Através de Sua encarnação, vida e morte, Cristo preencheu todas as coisas consigo mesmo, abriu um caminho de ressurreição para toda a carne, já que não era possível que o Autor da Vida fosse dominado pela corrupção. 

A observação solene do Grande Sábado nos ajuda a lembrar e celebrar a grande verdade de que ''a despeito das vicissitudes diárias e contradições da história, além da presença permanente do inferno no interior do coração humano e da sociedade, a vida foi libertada! Cristo quebrou o poder da morte. 

Por isto também o ícone da Ressurreição é a Descida de Cristo ao Hades, o lugar dos mortos. O ícone retrata um Cristo vitorioso, reinando em glória, atropelando a morte e pegando Adão e Eva pelas mãos, retirando-os dos abismos do inferno. Este ícone expressa vividamente as verdades que resultam da derrota da morte através da morte e ressurreição de Cristo.



Fontes: sites da 'Orthodox Church of America' e da 'Greek Orthodox Archdiocese of America'.

LEITURAS

-- Matinas

Ezequiel 37:1 a 14
1 Corínthios 5:6 a 8
Gálatas 3:13 e 14
São Mateus 27:62 a 66

No dia seguinte - isto é, o dia seguinte ao da Preparação -, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se todos juntos à casa de Pilatos. E disseram-lhe: Senhor, nós nos lembramos de que aquele impostor disse, enquanto vivia: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que seu sepulcro seja guardado até o terceiro dia. Os seus discípulos poderiam vir roubar o corpo e dizer ao povo: Ressuscitou dos mortos. E esta última impostura seria pior que a primeira. Respondeu Pilatos: Tendes uma guarda. Ide e guardai-o como o entendeis. Foram, pois, e asseguraram o sepulcro, selando a pedra e colocando guardas.

-- Vésperas

Gênesis 1:1 a 13
Isaías 60:1 a 16
Êxodo 12:1 a 11
Jonas 1:1 a 4:11
Josué 5:10 a 15
Êxodo 13:20 a 15:19
Sofonias 3:8 a 15
1 Reis 17:8 a 24
Isaías 61:10 a 62:5
Gênesis 22:1 a 18
Isaías 61:1 a 9
2 Reis 4:8 a 37
Isaías 63:11 a 64:5
Jeremias 31:31 a 34
Daniel 3:1 a 23

LITURGIA DE SÃO BASÍLIO

Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.

[epístola de São Paulo aos Romanos 6:3 a 11]

Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse. Elas se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos. Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés. Disse-lhes Jesus: Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão. Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes. Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes: Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis. Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades. Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus. Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

[Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo segundo o Bem Aventurado Evangelista São Mateus 28:1 a 20]

[ícone do epitaphios],


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