Neste dia recordamos os sofrimentos de Cristo: a zombaria, a coroa de espinhos, os açoites, os ferimentos, a sede, o vinagre e o fel, o lamento e tudo o que o Salvador passou na Cruz.
O dia da morte de Cristo é o dia do pecado. O pecado que maculou a criação de Deus na origem do tempos alcança seu clímax aterrorizante no Monte do Gólgota. Lá, o pecado e o mal, a destruição e a morte, estão em seu meio.
Os homens que desprezam Deus O crucificaram para que O destruíssem. No entanto, Sua morte condenou irrevogavelmente o mundo decaído ao revelar sua natureza verdadeira e anormal. Em Cristo, o Novo Adão, não há pecado. E, portanto, não há morte.
Ele aceitou a morte porque assumiu a completa tragédia de nossas vidas. Escolheu entregar sua vida à morte para destruí-la; para quebrar as cadeias do mal. Sua morte é a revelação última e final de seu amor e obediências perfeitos. Ele sofreu por nós a dor excruciante da absoluta solidão e alienação. Então, aceitou o horror final da morte com um grito agonizante.
Seu grito indica, por outro lado, que Ele estava no controle sobre Sua morte e que Seu trabalho redentor havia sido realizado. Quão estranho!
Enquanto nossa morte é irrealização radical, a de Cristo é total realização.
O dia da morte de Cristo veio a ser o dia de nosso verdadeiro nascimento. No interior do mistério da morte e da ressurreição de Cristo a morte adquire um valor positivo. Ainda que a morte física e biológica aparentemente reine, ela já não é mais o estágio final de um processo longo e destrutivo. Ela se torna a porta indispensável e sinal seguro de nossa última Páscoa, nossa passagem da morte para a vida -- e não mais da vida para a morte.
Desde o início a Igreja observou uma celebração anual dos três dias cruciais e decisivos da história sagrada, isto é, a Grande Sexta, o Grande Sábado e a Páscoa. A Sexta Feira e o Sábado santos tem sido observados como dias de profunda tristeza e jejum rigoroso desde a Antiguidade cristã.
Elas nos remetem diretamente ao julgamento, crucificação, morte e enterro de Cristo. Somos colocados no meio do maravilhoso mistério da humilhação extrema de nosso Deus sofredor.
Assim, estes dias são de profunda melancolia como também de esperança vigilante. O Autor da vida está operando a transformação da morte em vida.
Liturgicamente, o evento da morte e enterro de Deus na carne é marcada por um tipo particular de silêncio, isto é, de ausência de celebração eucarística. São somente nestes dois dia do ano em que não se reúne nenhuma assembléia eucarística.
Os ofícios divinos da Grande Sexta Feira, com a riqueza de suas grandes lições escriturísticas, a hinografia e as ações litúrgicas, dão à Paixão de Cristo seu significado cósmico.
Fonte: site da ''Greek Orthodox Archdiocese of America''
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LEITURAS
-- Os Doze Evangelhos da Paixão
1) São João 13:31 a 17:26
2) São João 18:1 a 27
3) São Mateus 26:57 a 75
4) São João 18:28 a 19:16
5) São Mateus 27:3 a 32
6) São Marcos 15:16 a 32
7) São Mateus 27:33 a 54
8) São Lucas 23:32 a 49
9) São João 19:25 a 37
10) São Marcos 15:43 a 47
11) São João 19:38 a 42
12) São Mateus 27:62 a 66

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