Isaías viveu 700 anos antes de Cristo, e descendia de linhagem real. Seu pai, Amós, criou seu filho no temor a Deus e na Lei do Senhor. Tendo alcançado a idade adulta, o Profeta casou com uma piedosa profetisa e com ela veio a ter um filho de nome Jashub.
Santo Isaías foi chamado ao serviço profético durante o reinado de Ozias, Rei de Judá, e assim o fez por sessenta anos, através dos dias dos monarcas Joatã, Acaz, Hezequias e Manassés. O início de seus serviços foram marcados pela visão de Querubins e Serafins, e suas profecias foram coletadas em um livro no qual denuncia os judeus por sua infidelidade ao Deus de seus pais, predizendo o cativeiro e o retorno do exílio durante os dias do Imperador Ciro, além da destruição e renovação do Templo de Jerusalém.
Além disso, profetizou vários outros fatos para as nações que rodeavam então os judeus. Mas a mais importante das profecias de Santo Isaías concerne ao Messias, que nomeia como Deus e homem, Mestre de todas as nações, Fundador de um Reino de Paz e Amor. O profeta revelou o nascimento de Cristo de uma virgem, bem como seus sofrimentos pelos pecados do mundo, além de Sua ressurreição gloriosa. Por suas profecias messiânicas claras foi chamado de ''evangelista do velho testamento''.
O Santo Profeta possuía o dom da taumaturgia, como ocorreu durante um cerco a Jerusalém, em que, por meio de suas orações, o povo escapou da sede por causa de uma fonte d'água surgida no monte Sião. Morreu como um mártir, tendo sido serrado por ordem do Rei Manassés. Foi enterrado em Siloã, mas suas relíquias foram depois transferidas para Constantinopla, por ordem do Santo Imperador Teodósio o Jovem, e instaladas na Igreja de São Lawrence de Blakhernai. No momento, sua cabeça é preservada no Monte Athos, no Mosteiro de Khilendaria.

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