A Lei da liberdade (cf. Tg 1,25) introduz-nos nos campo da doutrina verdadeira, onde decorre o ensino com que somos ensinados. Muitos lêem-na como um mero conhecimento teórico, e poucos a compreendem. É que compreendê-la implica uma prática: a prática dos mandamentos.
Não procures, no domínio das virtudes humanas, a perfeição que caracteriza a Lei da liberdade (ibidem). É que, no domínio das virtudes humanas, a perfeição que se julga ter atingido não passa de uma ilusão. Aqueles que demandam a perfeição não a encontram senão lá, onde ela está oculta: na cruz de Cristo.
A Lei da liberdade só se dá a ver quando se atinge o verdadeiro conhecimento. Compreendê-la, porém, supõe uma prática: a prática dos mandamentos que decorre da vivência da compaixão de Cristo.
+ S. Marcos, o Asceta, "Duzentos textos sobre a lei espiritual", 30-32. (Pequena Filocalia. Paulinas, 2017, p. 167.)
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