domingo, 18 de fevereiro de 2018

Outras religiões e o Cristianismo.


Quantas religiões existem no mundo? Muitas. Podemos
fornecer um número exato? Não.
Podemos, no entanto, dividir as religiões em três classes:
Estes são a monoteísta, a politeísta, e a panteísta.
A característica das religiões monoteístas é a crença em um
único Deus, e alguns exemplos deste tipo de religião são o
Judaísmo e o Islamismo.
As religiões politeístas são aquelas marcadas pela crença
em muitos deuses, e tais são a adoração das estrelas, o
culto de adoração dos animais, plantas e outros.
As religiões panteístas são o Bramanismo, Budismo, e
outras, e sua característica é a crença de que o universo é
Deus, e que o universo ainda que sendo divino, permanece
passivo e não tem uma personalidade própria.
O Cristianismo é distinto de todas as religiões acima.
Os cristãos acreditam em um Deus, pessoal.
Às vezes as pessoas fazem uma confusão, e em especial os
não cristãos, acusam os cristãos de acreditarem em três
deuses: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
É verdade que acreditamos no Pai, no Filho e no Espírito
Santo, mas estas Três Pessoas são um único Deus. Um
Deus trinitário.
Vamos explicar isso mais tarde, quando lidarmos com as
Três Pessoas da Santíssima Trindade. Neste momento,
devemos ter em mente que o nosso Deus é Um, mas em
Três Pessoas.
O Cristianismo, como já foi dito no primeiro capítulo em
deste catecismo, tem uma origem divina.
Foi revelado ao homem por Deus. Foi revelado e ensinado
ao homem por Cristo, que Sendo perfeito Deus, tornou-se
homem perfeito.
Mas o Cristianismo não foi dado ao homem desde o início,
pois Deus agiu pedagogicamente, de modo parecido como
agem os tutores de uma criança ou em uma melhor
analogia, aos atos dos professores para com os seus
alunos.
Deus então primeiro orientou os homens através do
judaísmo. Quando a plenitude dos tempos veio, então, Ele
enviou Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que tornando-Se
Homem, ensinou a humanidade a Verdade Plena.
O Judaísmo, ainda que tenha sido ofertado por Deus não
era, nem é, uma religião perfeita.
Este foi mesmo a preparação pedagógica para a Vinda do
Cristo, e seus ensinamentos são úteis apenas se
complementados pelo Cristianismo.
O judaísmo é então como um esboço. Para que este se
torne uma pintura acabada, deve aceitar o Cristianismo. O
judaísmo é o amigo do noivo, mas não é O Esposo.
O Noivo é Cristo e o Cristianismo. O judaísmo é o
anoitecer, não é o Sol. O sol é O Cristo. O Cristianismo é a
luz do dia, o sol brilhante.
O cristianismo ensina a Verdade. Mas de onde vem essa
Verdade?
Ele vem da Revelação Divina, tanto oral como escrita.
A Revelação oral é a Sagrada Tradição, e a revelação escrita
é a Sagrada Escritura, e tanto a Sagrada Tradição quanto a
Sagrada Escritura são iguais em peso.
A Santa Tradição é cronologicamente mais velha do que a
Sagrada Escritura.
Por exemplo, os Profetas falaram primeiro e depois suas
palavras inspiradas eram registradas.
Com O próprio Cristo, temos que as Suas palavras foram
escritas pelos evangelistas, muitos anos depois, alguns anos
depois do Seu sacrifício na Cruz e da Sua Ressurreição. E
os Apóstolos, falaram e ensinaram o Cristianismo, mas
nem todos escreveram cartas.
Só a Sagrada Tradição pode transmitir as verdades divinas
que não estão escritas na Bíblia. E é apenas Santa Tradição
que pode interpretar corretamente as Sagradas Escrituras.
Quando a Sagrada Tradição é rejeitada e apenas as
Escrituras Sagradas são aceitas como a base da nossa fé
(como se as Sagradas Escrituras fossem uma literatura
comum), a unidade da fé é abalada.
E tal erro é o que torna possível o fenômeno das igrejas
protestantes, fenômeno iniciado ainda no século XVI
como um movimento unificado, mas que nos tempos de
hoje se subdivide em mais de vinte mil igrejas, todas
protestantes, mas uma separada da outra, e por muitas
vezes lutando umas contras as outras.
A Santa Tradição nos mantém unidos - ou seja, a autêntica
Santa Tradição.
E a arca da Sagrada Tradição é a própria Igreja. E tal
Verdade explica a admoestação de São Paulo sobre
"manter e conservar as tradições.”.
Então ensinamos inequivocamente que o Cristianismo
caracteriza como fontes da Verdade a Santa Tradição e as
Sagradas Escrituras.
Também caracterizamos as Sagradas Escrituras pela
denominação simples de “Bíblia”. E quando dizemos isso,
estamos considerando a Bíblia como a junção do Antigo
Testamento e do Novo Testamento.
O Antigo Testamento é composto por quarenta e nove
livros, que foram escritos por vários escritores inspirados
por Deus.
Todos estes livros foram escritos em aramaico. Eles foram
traduzidos para o grego e esta tradução é conhecida por
nós como a Septuaginta (Tradução dos Setenta).
O Antigo Testamento é a aliança entre Deus e os hebreus,
a aliança que contém todas as condições em que as pessoas
poderiam ser orientadas para o Cristo e à salvação.
O Novo Testamento é composto de vinte e sete livros,
todos escritos na língua grega, e é a nova aliança entre
Deus e a humanidade, aliança que foi feita com a
encarnação de Cristo e foi assinada e selada com o Seu
sacrifício na Cruz e com a Sua Ressurreição.
Em essência o Cristianismo ensina a Verdade de Cristo,
sendo Ele mesmo a Verdade e a Vida.
Quem quiser estar vivo como um cristão deve permanecer
unido a Cristo, pois Ele é a Videira e os cristãos são os
ramos. Quando está unido com Cristo, o cristão vivencia a
vida em abundância, como seiva da videira.

Ensinamentos Básicos da Fé Ortodoxa, adaptados
do Catecismo do Arcebispo Metropolitano
Sotirios (Metrópole Ortodoxa Grega de Toronto, (Canadá).


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