terça-feira, 4 de setembro de 2018

+ Anthony Bloom, "Escola de Oração.






Com freqüência, não conseguimos em nossa oração suficiente intensidade, convicção e fé, porque o nosso desespero não é bastante profundo. Temos Deus em acréscimo a tantas outras coisas que possuímos, queremos a sua ajuda, mas, ao mesmo tempo, tentamos obter ajuda onde quer que possamos, e conservamos a Deus de reserva para o arranque final. Nós mesmos nos dirigimos aos príncipes e filhos dos homens e dizemos: "Ó Deus, dá-lhes força para que façam isto ou aquilo por mim". Muito raramente nos afastamos dos príncipes e filhos dos homens, dizendo: "A ninguém pedirei socorro,  a não ser a ti". Se o nosso desespero vier do fundo do nosso ser, se aquilo que pedimos, pelo qual clamamos, é de tal modo importante que se some a todas as necessidades da nossa vida, então acharemos palavras adequadas e estaremos em condições de atingir o cerne da oração: o encontro com Deus.

+ Anthony Bloom, "Escola de Oração". (Ed. Paulinas, 1986, pp. 73,74.)

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