domingo, 6 de maio de 2018

A descoberta das relíquias de Santo Efrém o Novo - 3 de janeiro de 1950


 


Tanto a vida como as obras e o martírio do santo, juntamente com o Santo Fosso, permaneceram em segredo por mais de quinhentos anos. Mas fora da ordem de Deus, Santo Efrém o Novo será descoberto em 3 de janeiro de 1950.

Naquela época, um mosteiro de convento foi erguido no local do antigo, onde Santo Efrém a Nova Era viveu. Então abadessa, Mãe Macaria, dormindo no Senhor em 23 de abril de 1999, caminhando entre as ruínas de um antigo mosteiro, o primeiro pensamento sobre o que alimentou as relíquias multidão que terra santa.

Por muito tempo, minha mãe orou a Deus para convidá-la a descobrir pelo menos um dos muitos santos martirizados naquele lugar. Maravilhosamente, sua mãe foi descoberta cavar em um determinado lugar na área. Chamando um dos trabalhadores que trabalhava no mosteiro, sua mãe mostrou-lhe o lugar e pediu-lhe que cavasse ali. Nevrand, o trabalhador foi para o seu trabalho. Mãe a rezar a Deus para não ajudá-lo. Tentando trabalhar os que ele estava deixando, o trabalhador não conseguiu, todos eles rastejando para trás. Lembrando-se da Mãe Abade, ele veio e obedeceu.

O trabalhador começou a cavar, um pouco irritado com este aplicativo desnecessário. Lentamente, e sem se preocupar, sua mãe pediu que ele cavasse mais suavemente, para não esgueirar os Reeds que encontrasse. Rindo, o trabalhador continuou até que ele deu a cabeça de um santo, maravilhosamente fedorento. De luto, o trabalhador caiu no chão.

Deixando o trabalhador, mamãe se ajoelhou e beijou o santo Moose com grande piedade. Sapo com as mãos, ela colocou as mangas da raça sagrada, preservada intocada, bem como em todo o corpo de um mártir.

Sentada naquele lugar, o serviço das Vésperas, minha mãe ouviu atrás de si os passos de um homem que tinha certeza dele. De repente, ele o ouviu dizer: "Quanto tempo você quer me deixar aqui de novo?" Naquele momento, ela viu um monge alto com a barba até o peito. Minha mãe respondeu, dizendo: "Perdoe-me, mas amanhã, como brilha no dia, eu vou cuidar de você." Então o santo não foi visto.

No dia seguinte, Madre Macaria limpou o Santo Moos e colocou-os no altar da igreja do mosteiro, antes de lhes acender uma vela. Naquela mesma noite, Saint Ephraim o Novo apareceu para sua mãe em um sonho, dizendo-lhe o seu nome e sua vida. Então, a mãe se sentará diante de seu ícone sagrado para adorar e acariciar aqueles que vêm e caem com fé diante deles.

Mais sobre Efraim era encontrar uma mulher envolvida na fundação do mosteiro. Este, o santo mostrou-lhe no tempo de oração, dizendo: "Eu sou o grande mártir Efraim. Nasci no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz, e no dia 14 de setembro a Santa Cruz começou meu martírio, quando eu tinha quarenta e dois anos de idade. Dizendo Macaria para levantar uma pequena capela na estrada. É onde eu costumava sentar. Meu túmulo era uma caverna. Bárbaros e os mortos me torturaram ".

Em 29 de abril de 1966, o santo foi mostrado a outra mãe que a descobriu sobre a morte de seu mártir. As relíquias de Santo Efraim, o Novo, estão na igreja central do mosteiro e realizam muitos milagres.

A Palavra da Vida e a luz de Deus

Primeira leitura
Início da Primeira Carta de São João             1,1-10

A Palavra da Vida e a luz de Deus.


        1O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, 2– de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós – 3isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa. 5A mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade.7Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo o pecado.

        8Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa. 10Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós.


Segunda leitura:

Dos Comentários sobre a Segunda Carta aos Coríntios, de São Cirilo Patriarca de Alexandria.


(Cap.5,5-6,2: PG 74,942-943)            (Séc.V)

Deus, por Cristo, nos reconciliou consigo
e nos confiou o ministério da reconciliação.

        Os que possuem o penhor do Espírito e vivem na esperança da ressurreição, como se já possuíssem aquilo que esperam,podem dizer que desde agora não reconhecem a ninguém segundo a carne; pois somos todos espirituais e isentos da corrupção da carne. Com efeito, desde que brilhou para nós a Luz do Unigênito de Deus, fomos transformados no próprio Verbo que dá vida a todas as coisas. E assim como nos sentíamos acorrentados pelos laços da morte, quando reinava o pecado, agora ficamos livres da corrupção, ao chegar a justiça de Cristo.

        Por conseguinte, doravante ninguém vive mais sob o domínio da carne, isto é, sujeito à fraqueza carnal. A ela com certeza, entre outras coisas, deve ser atribuída a corrupção. Neste sentido afirma o apóstolo Paulo: Se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne,agora já não oconhecemos assim (2Cor 5,16). Como se quisesse dizer: O Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14), sujeitando-se à morte segundo a carne, para a salvação de todos. Foi deste modo que o conhecemos; todavia, desde este momento, já não é mais assim que o reconhecemos. É verdade que ele conserva a sua carne, pois resuscitou ao terceiro dia, e vive no céu, à direita do Pai; mas a sua existência é superior à vida da carne. Tendo morrido uma vez, Cristo não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive (Rm 6,9-10).

        Então, se ele se apresentou diante de nós como modelo de vida, é absolutamente necessário que também nós, seguindo seus passos, façamos parte daqueles que não vivem mais na carne mas acima da carne. É o que diz o grande Paulo, com toda razão:Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo (2Cor 5,17). Fomos justificados pela fé em Cristo e terminou o domínio da maldade. Uma vez que ele resuscitou por nossa causa, calcando aos pés o poder da morte, nós conhecemos aquele que por sua própria natureza é o verdadeiro Deus. É a ele que prestamos culto em espírito e verdade, por intermédio de seu Filho que distribui sobre o mundo as bênçãos divinas do Pai.

Por esse motivo, São Paulo diz com muita sabedoria: Tudo vem de Deus que, por Cristo, nos reconciliou consigo (2Cor 5,18). Realmente, o mistério da encarnação e a renovação a que ela deu origem não se realizaram sem a vontade do Pai. É por Cristo que temos acesso ao Pai, como ele próprio afirma: ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Portanto, tudo vem de Deus que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.


sábado, 5 de maio de 2018

Bispo Ortodoxo condena a principal das heresias latinas


Sua graça Milutin, bispo de Valjevo - Igreja Ortodoxa Sérvia- condena a heresia latina durante sua cerimônia no domingo da Ortodoxia (Primeiro Domingo da Quaresma de Páscoa), celebrando o 7º Concílio Ecumênico.

O aleluia pascal.

Primeira leitura:

Do Livro do Apocalipse             22,10-21

O testemunho da nossa esperança.

        10O anjo disse-me a mim, João: “Não guardes em segredo as palavras deste livro, pois o tempo marcado está próximo. 11O malfeitor continue fazendo o mal, o sujo continue a sujar-se; todavia, que o justo continue praticando a justiça e o santo santifique-se ainda mais.

        12Eis que venho em breve, trazendo comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo as suas obras. 13Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim. 14Felizes os que lavam suas vestes, assim poderão dispor da árvore da vida e entrar na cidade pelas portas. 15Mas ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os imorais, os assassinos e os idólatras, e todos os que amam e praticam a mentira.

        16Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos dar este testemunho sobre as Igrejas. Eu sou o rebento e a linhagem de Davi. Eu sou a brilhante estrela da manhã”.

        17O Espírito e a Esposa dizem:“Vem”! Aquele que ouve esta profecia também diga: “Vem”! Quem tem sede, venha, e quem quiser, receba de graça a água da vida.

        18Para todo o que ouve a palavra da profecia deste livro vai aqui o meu testemunho: se alguém lhe acrescentar qualquer coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão aqui descritas. 19E se alguém retirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe retirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que se encontram descritas neste livro.

        20Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, eu venho em breve”. Amém! Vem, Senhor Jesus! 21A graça do Senhor Jesus esteja com todos. Amém.

Dos Comentários sobre os salmos, do Bem-Avennturado Agostinho, bispo.


(Ps 148,1-2:CCL 40,2165-2166)        (Séc.V)

O aleluia pascal.

        Toda a nossa vida presente deve transcorrer no louvor de Deus, porque louvar a Deus será também a alegria eterna de nossa vida futura. Ora, ninguém pode tornar-se apto para a vida futura se, desde já, não se prepara para ela. Agora louvamos a Deus, mas também rogamos a Deus. Nosso louvor está cheio de alegrias, e nossa oração, de gemidos. Foi-nos prometido algo que ainda não possuímos; porém, por ser feliz quem o prometeu, alegramo-nos na esperança; mas, como ainda não estamos na posse da promessa, gememos de ansiedade. É bom perseverarmos no desejo, até que a promessa se realize; então acabará o gemido e permanecerá somente o louvor.

        Assim podemos considerar duas fases da nossa existência: a primeira, que acontece agora em meio às tentações e dificuldades da vida presente; e a segunda, que virá depois na segurança e alegria eterna. Por isso, foram instituídas para nós duas celebrações: a do tempo antes da Páscoa e a do tempo depois da Páscoa.

        O tempo antes da Páscoa representa as tribulações que passamos nesta vida. O que celebramos agora, depois da Páscoa, significa a felicidade que alcançamos na vida futura. Portanto, antes da Páscoa celebramos o que estamos vivendo; depois da Páscoa celebramos e significamos o que ainda não possuímos. Eis porque passamos o primeiro tempo em jejuns e orações; no segundo, porém, que estamos celebrando, deixando os jejuns, nos dedicamos ao louvor de Deus. É este o significado do Aleluia que cantamos.

        Em Cristo, nossa cabeça, ambos os tempos foram figurados e manifestados. A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada.

        Agora, pois, irmãos, vos exortamos a louvar a Deus. É isto o que todos nós exprimimos mutuamente quando cantamos: Aleluia. Louvai o Senhor, dizemos nós uns aos outros. E assim todos põem em prática aquilo que se exortam mutuamente. Mas louvai-o com todas as vossas forças, isto é, louvai a Deus não só com a língua e a voz, mas também com a vossa consciência, vossa vida, vossas ações.

        Na verdade, louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja. Mas logo ao voltarmos para casa, parece que deixamos de louvar a Deus. Não deixes de viver santamente e louvarás sempre a Deus. Deixas de louvá-lo quando te afastas da justiça e do que lhe agrada. Mas, se nunca te desviares do bom caminho, ainda que tua língua se cale, tua vida clamará; e o ouvido de Deus estará perto do teu coração. Porque assim como nossos ouvidos escutam nossas palavras, assim os ouvidos de Deus escutam nossos pensamentos.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

São Serafim de Sarov.

Quando o espírito mal do rancor toma a alma, então ao cumulá-la com sua amargura e desconforto, não permite que oremos com a diligência necessária; ele abala a atenção necessária à leitura de assuntos espirituais, desprovendo-a da humildade e a boa natureza no tratamento para com o próximo, sem falar que gera aversão a qualquer diálogo. Pois que a alma magoada, tornando-se insana e frenética, não pode aceitar uma sugestão calma, nem responder de maneira doce as questões que lhe são colocadas.

Corre das pessoas como que dos autores de seu embaraço, não compreendendo que a razão por tal enfermidade – está no interior dela própria. O rancor é o verme do coração.

por São Serafim de Sarov.



Pontos básicos de diferença entre a Igreja Ortodoxa e o Papismo (Metropolita Hierotheos de Nafpaktos)


Os bispos da Roma Antiga, apesar de diferenças pequenas e não essenciais, sempre mantiveram comunhão com os bispos da Nova Roma (Constantinopla) e os bispos do oriente até os anos 1009-1014, quando, pela primeira vez, os bispos francos tomaram o trono da Roma Antiga. Até o ano de 1009, os Papas de Roma e os Patriarcas de Constantinopla se unificaram em uma luta comum contra os príncipes e bispos francos.

Os francos no Sínodo de Frankfurt em 794 condenaram os decretos do Sétimo Sínodo Ecumênico e a veneração honrosa dos ícones sagrados. Da mesma forma, em 809, os Francos introduziram no Símbolo da Fé o "Filioque" (latim: "e do Filho"); a saber, a doutrina relativa à processão do Espírito Santo tanto do Pai quanto do Filho. Naquela época, o Papa ortodoxo de Roma condenou essa imposição. No Sínodo de Constantinopla presidido por Fócio o Grande, em que também participaram representantes do Papa ortodoxo de Roma, condenaram todos os que condenaram os decretos do Sétimo Sínodo Ecumênico e todos os que adicionaram o Filioque ao Símbolo de Fé. No entanto, o papa franco Sérgio IV, no ano 1009, em sua encíclica de entronização, pela primeira vez, acrescentou o Filioque ao Símbolo da Fé. Em seguida o Papa Bento XVI introduziu o Credo com o Filioque no culto da Igreja, momento em que o Papa foi afastado dos dípticos da Igreja Ortodoxa.

A distinção básica entre a Igreja Ortodoxa e o Papismo é encontrada na doutrina relativa à natureza incriada e à energia incriada de Deus. Enquanto nós ortodoxos acreditamos que Deus possui uma natureza incriada e energia incriada e que Deus entra em comunhão com a criação e com o homem por meio de Sua energia incriada, os Papistas acreditam que em Deus a natureza incriada é identificada com Sua energia incriada (acrus purus) e que Deus mantém a comunhão com a criação e com o homem através das suas energias criadas, até mesmo afirmando que em Deus existem também energias criadas. Então, a graça de Deus através da qual o homem é santificado é vista como energia criada. Mas, assim sendo, o homem não pode se santificar.

A partir desta doutrina básica prossegue o ensino sobre a processão do Espírito Santo do Pai e do Filho, o fogo purificador, o primado do Papa, etc.

Além da diferença fundamental entre a Igreja Ortodoxa e o Papismo, no tema da natureza e da energia de Deus, existem outras grandes diferenças que deram origem a temas de disputa teológica, a saber:

- o Filioque, que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, com o resultado: a monarquia do Pai é diminuída; a igualdade final das Pessoas da Santíssima Trindade é comprometida; se existe uma unidade entre Pai e Filho, o Espírito Santo é subordinado como não igual em poder e mesma glória com as outras Pessoas da Santíssima Trindade, com o resultado de que Ele é mostrado como "Pessoa improdutiva (steiro)"

- a utilização dos pães ázimos na Divina Eucaristia que transgride a maneira com que Cristo realizou a Ceia Mística,

- a consagração dos "dons preciosos" que ocorrem não com a epiclesis, mas sim com a proclamação das palavras de instituição de Cristo: "Pegue, coma. . . beba, todos vocês. . . "

- a visão de que o sacrifício de Cristo na Cruz satisfez a justiça divina, que apresenta a Deus Pai como um senhor feudal e que negligencia a ressurreição,

- a visão sobre os "méritos" de Cristo que o Papa dispensa, juntamente com a graça "superabundante" dos santos,

- a alienação e a segmentação posta entre os mistérios do batismo, a crismação e a divina eucaristia,

- a doutrina relativa à herança da culpa do pecado ancestral,

- as inovações litúrgicas em todos os mistérios da Igreja (Batismo, Crismação, Ordenação, Confissão, Casamento, Unção),

- a prática de não comungar os leigos no "Sangue" de Cristo,

- o primado do Papa, segundo o qual o Papa é "episcopus episcoporum (latim: o bispo dos bispos) e a origem do sacerdócio e da autoridade eclesiástica; que ele é o chefe infalível e o líder principal da Igreja, que governa de modo monárquico como vigário de Cristo na terra" (I. Karmires). Com este conceito, o Papa vê-se como o sucessor do apóstolo Pedro, a quem os outros apóstolos se submetem, mesmo o apóstolo Paulo,

- a inexistência de concelebração na práxis dos serviços de adoração,

- a infalibilidade do papa,

- o dogma da imaculada concepção da Theotokos e o desenvolvimento da adoração de Maria (mariolatria), segundo a qual a Toda-Virgem é elevada à divindade Triuna e até se torna um conceito que conduz a uma Santa Quaternidade (!),

- as visões de analogia entis (analogia do ser) e analogia fidei (analogia da fé) que dominam o Ocidente,

- o progresso incessante da Igreja na descoberta dos aspectos da verdade reveladora,

- o conceito relativo à metodologia única para o conhecimento de Deus e das criaturas, que leva a uma mistura de teologia e epistemologia.

Além disso, a grande diferença na prática, que aponta a maneira da teologia, é encontrada também na diferença entre a escolástica e a teologia hesicasta. No ocidente, a escolástica foi exposta como um esforço para buscar o significado de todos os mistérios da fé por meio da lógica (Anselmo de Cantuária, Tomás de Aquino). No entanto, na Igreja Ortodoxa o hesicasmo prevalece; a saber, a purificação do coração e a iluminação da mente (nous) para a aquisição do conhecimento de Deus. O diálogo entre São Gregório Palamas e Barlaam, o escolástico e uniata, é característico e mostra a diferença.

Uma conseqüência de tudo o que precede é que temos no Papismo um declínio da eclesiologia Ortodoxa. Na Igreja Ortodoxa é dado grande importância à theosis que consiste na comunhão com Deus, através da visão da Luz Incriada, permitindo aqueles que contemplam a Luz se reunirem em um Sínodo Ecumênico, definindo com precisão a verdade em casos de confusão. Mas no Papismo é dado grande importância ao edito do Papa; de fato, o Papa está até mesmo acima desses Sínodos Ecumênicos. Em consonância com a teologia latina, "a autoridade da Igreja existe apenas quando é estabelecida e posta em ordem pela vontade do Papa. Em uma condição contrária é aniquilada." Os Sínodos Ecumênicos são vistos como "concílios do cristianismo que são convocados sob a autenticidade, a autoridade e a presidência do Papa". Sempre que o Papa sai da sala de reuniões do Sínodo Ecumênico, [o Sínodo] deixa de ter poder. O bispo Mare escreveu: "Os católicos romanos  teriam sido mais precisos se dissessem: "Creio em um só papa" do que "Creio em uma só . . . Igreja."

Além disso, "o significado e o papel dos bispos dentro da igreja romana não é mais do que uma simples personificação da autoridade papal, a que também os próprios bispos se submetem, assim como os fiéis simples". Para esta eclesiologia papal, é essencialmente mantido que "a autoridade apostólica deixada com os apóstolos não foi transmitida aos seus sucessores, os bispos. Somente a autoridade papal de Pedro, segundo a qual todas as outras são encontradas, foi transmitida aos sucessores de Pedro; ou seja, os papas". Além disso, é mantido pela "igreja" papal que todas as igrejas do oriente são secesionistas e têm deficiências. Nos recebem como igrejas irmãs em comunhão por dispensação (kat 'oikonomian), uma vez que se vê como a igreja mãe e nos vê como igrejas filhas.

O Vaticano é um poder terreno (kratos) e cada papa é o portador do poder do Vaticano. É uma questão de organização centrada no homem, uma organização mundana, de fato, uma organização especialmente legalista e terrena. O poder terreno do Vaticano foi instituído no ano 755 por Pepino o Breve, o pai de Carlomagno, mesmo em nosso tempo, [o poder papal] foi reconhecido por Mussolini, em 1929. A fonte da proclamação do poder mundano papal é significativa, como o Papa Pio XI manteve, "aquele que está no lugar de Deus na Terra não pode ser obediente ao poder terrenal." Cristo era obediente ao poder terrenal, o papa não pode ser! A autoridade papal estabelece uma teocracia, uma vez que a teocracia é definida como a identificação da autoridade mundana e eclesiástica em uma única pessoa. Hoje, podemos ver o poder teocrático-mundano no Vaticano e no Irã.

O Papa Inocêncio IV (1198-1216) manteve a natureza característica dessas coisas em seu discurso de entronização: "Aquele que tem a noiva é o noivo. No entanto, a própria noiva (a igreja) não foi unida com mãos vazias, mas me ofereceu um dote incomparavelmente rico, a plenitude dos bens espirituais e as extensões das coisas do mundo, a generosidade e abundância de ambos. . . . Suas contribuições das coisas mundanas me deram o diadema, a mitra para o sacerdócio, o diadema para o reino e me estabeleceu como Seu representante (antiprosopo), na roupa que está escrito: o Rei de reis e Senhor dos senhores ".

Consequentemente, existem grandes diferenças teológicas, que foram condenadas pelo Sínodo de Fócio o Grande e no Sínodo de Gregório Palamas, tal como aparece no "Synodikon da Ortodoxia". Além disso, os Padres da Igreja e os sínodos locais até o século 19 condenam todos os enganos do papismo. A coisa não é apaziguada ou melhorada por uma desculpa típica que o Papa dará por um erro histórico quando suas opiniões teológicas estavam fora da Revelação e a Eclesiologia estava se movendo no caminho do erro, pois o papa é apresentado como líder do mundo cristão, como sucessor do apóstolo Pedro e Vigário - agente de Cristo na terra, como se Cristo desse Sua autoridade ao Papa.

Fonte: https://skemmata.blogspot.com.br/2017/12/pontos-basicos-de-diferenca-entre.html?m=1

O que temos ainda como História da Igreja?



Com o Século IV, a Igreja entra no tempo dos Concílios regulares. Muitas coleções nos dão os históricos dos Cânones (por exemplo a Coleção de João, o Escolástico, no ano 550). A harmonia dos poderes da Igreja e do Império, explica a presença do Direito Eclesiástico, nas coleções jurídicas do Império de Teodósio ou de Justiniano (Digesto Novas, etc.). Mais tarde, apareceram os trabalhos dos canonistas Balsamon, Zonares, etc.. A Ortodoxia não possui um código unificado, mas tem códigos locais que remontam à Idade Média. Na Igreja Ortodoxa a autoridade máxima se constitue no Concílio Ecumênico, cujas decisões abrangem toda a Igreja de Cristo. A infalibilidade se acha na Igreja inteira, representada na reunião de todos os bispos em concílio. Historicamente, o período dos Concílios Ecumênicos representa para os ortodoxos um período "normativo." A Igreja Ortodoxa reconhece sete Concílios Ecumênicos:

    Concílio        Ano d.C.        Doutrina
1.o - Nicéia          325            Divindade de Jesus Cristo. Condenação de Ários.

2.o - Constantinopla I 381    Divindade do Espírito Santo. Condenação de Macedônio.

3.o - Éfeso            431    Maternidade Divina de Maria. Condenação de Nestório. Em Cristo uma Hipóstase, a Divina.

4.o - Calcedônia    451    Dualidade da natureza em Jesus Cristo: Condenação de Eutiques, que ensinava o monofisismo.

5.o - Constantinopla II  553    Condenou as obras escritas pelos seguidores do herege Nestório.

6.o - Constantinopla III 680    Dualidade de Vontades em Jesus Cristo, não contrariadas uma pela outra, mas a vontade humana sujeita à vontade Divina. Condenação do Monotelatismo.

7.o - Nicéia II               787    Condenação do Iconoclasmo.

No 7.o Concílio Ecumênico, o de Nicéia II (787), defeniu-se a doutrina Ortodoxa das imagens (Ícones).

Pequeno Compêndio, Bispo Alexander MIleant.