sexta-feira, 4 de maio de 2018

+ Bem-aventurado Padre Serafim (Rose) de Platina.

Nossa vida espiritual não é algo livre ou que siga fórmulas. Tudo o que aprendemos tem de tornar-se parte de nossa vida e algo natural para nós. Podemos ler sobre o hesicasmo e a Oração de Jesus, por exemplo, e começar a dizê-la nós mesmos e ainda estarmos cegos para nossas próprias paixões, e ainda indiferentes a uma pessoa necessitada bem à nossa frente, sem ver que isso é um teste de nosso Cristianismo que vem num nível mais básico do que dizer a oração de Jesus.

+ Bem-aventurado Padre Serafim (Rose) de Platina.


+ S. E. Metropolita Hierotheos de Nafpaktos, ''A Encarnação do Logos''

De acordo com a interpretação dos Santos Padres, a palavra de Deus é uma semente, o noûs e o coração do homem é um útero. Através da fé a palavra de Deus é semeada no coração do homem e o emprenha com o temor de Deus, o medo de que os homens continuem distantes de Deus. Com esse medo se inicia a luta para purificar o coração e adquirir as virtudes, que é como o trabalho e as dores do parto. Nessa via nasce o espírito da salvação, que é a deificação [theosis] e a santificação. A formação de Cristo em nós ocorre através de trabalhos espirituais. [...] Segundo os Santos Padres, o que ocorreu com a Panagia fisicamente, ocorre espiritualmente com todo aquele cuja alma vive na virgindade, isto é, que está purificada de paixões.

+ S. E. Metropolita Hierotheos de Nafpaktos, ''A Encarnação do Logos''


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Os cristãos no mundo


Primeira leitura:

Do Livro do Apocalipse             21,1-8

A nova Jerusalém.


        Eu, João, 1vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles.4Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto nem choro nem dor, porque passou o que havia antes”.

        5Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.6E disse-me ainda: “Está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água viva. 7O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu Filho. 8Quanto aos covardes, infiéis, corruptos, assassinos,imorais, feiticeiros, idólatras e todos os mentirosos, o lugar deles é o lago ardente de fogo e enxofre, ou seja, a segunda morte”.


Segunda leitura:

Da Carta a Diogneto

(N.5-6: Funk 1,317-321)   (Séc.II)

Os cristãos no mundo



        Os cristãos não se diferenciam dos outros homens nem pela pátria nem pela língua nem por um gênero de vida especial. De fato, não moram em cidades próprias, nem usam linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de extraordinário. A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apoia em qualquer teoria simplesmente humana, como tantas outras.

        Moram em cidades gregas ou bárbaras, conforme as circunstâncias de cada um; seguem os costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam, quer em outros usos; mas o seu modo de viver é admirável e passa aos olhos de todos por um prodígio. Habitam em suas pátrias, mas como de passagem; têm tudo em comum como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria. Todo país estrangeiro é sua pátria e toda pátria é para eles terra estrangeira. Casam-se como toda gente e criam seus filhos, mas não rejeitam os recém-nascidos. Têm em comum a mesa, não o leito.

        São de carne, porém, não vivem segundo a carne. Moram na terra, mas sua cidade é no céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com seu gênero de vida superam as leis. Amam a todos e por todos são perseguidos. Condenam-nos sem os conhecerem; entregues à morte, dão a vida. São pobres, mas enriquecem a muitos; tudo lhes falta e vivem na abundância. São desprezados, mas no meio dos opróbrios enchem-se de glória; são caluniados, mas transparece o testemunho de sua justiça. Amaldiçoam-nos e eles abençoam. Sofrem afrontas e pagam com honras. Praticam o bem e são castigados como malfeitores; ao serem punidos, alegram-se como se lhes dessem a vida. Os judeus fazem-lhes guerra como a estrangeiros e os pagãos os perseguem; mas nenhum daqueles que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.

        Numa palavra: os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo. A alma está em todos os membros do corpo; e os cristãos em todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo, mas não provém do corpo; os cristãos estão no mundo, mas não são do mundo. A alma invisível é guardada num corpo visível; todos veem os cristãos, pois habitam no mundo, contudo, sua piedade é invisível. A carne, sem ser provocada, odeia e combate a alma, só porque lhe impede o gozo dos prazeres; o mundo, sem ter razão para isso, odeia os cristãos precisamente porque se opõem a seus prazeres.

        A alma ama o corpo e seus membros, mas o corpo odeia a alma; também os cristãos amam os que os odeiam. Na verdade, a alma está encerrada no corpo, mas é ela que contém o corpo; os cristãos encontram-se detidos no mundo como numa prisão, mas são eles que abraçam o mundo. A alma imortal habita numa tenda mortal; os cristãos vivem como peregrinos em moradas corruptíveis, esperando a incorruptibilidade dos céus. A alma aperfeiçoa-se com a mortificação na comida e na bebida; os cristãos, constantemente mortificados, veem seu número crescer dia a dia. Deus os colocou em posição tão elevada que lhes é impossível desertar.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Arrepender-se sinceramente.

Ancião Silvano
Aquele que se arrepende sinceramente está preparado para enfrentar qualquer perda ou dor: fome, falta de abrigo, frio ou calor, doença ou pobreza, humilhação e exílio, mentiras e blasfêmias, pois que a alma busca Deus e não se conforma com nada de mundano, antes ora com clareza de entendimento. Todo aquele que se vê ligado a terras ou saúde não poderá nunca tem um entendimento claro diante de Deus, porque no profundo de sua alma sempre existirá algo que se inclina a coisas mundanas. Se ele não se arrepender completamente e chorar sobre tal insulto para com Deus, morrerá apaixonado, nunca tendo recebido Senhor.


pelo Ancião Silvano do Monte Athos

O Uso do Véu na Igreja Ortodoxa (Pe. Joseph Gleason).



Durante 2000 anos na Igreja Ortodoxa, há uma tradição para que as mulheres e as meninas cubram a cabeça durante a adoração, seja na igreja para a liturgia ou em casa para o tempo de oração familiar.

Qual é a evidência bíblica e patrística para essa tradição e por que isso é importante?

Neste artigo, vamos dar uma olhada a respeito do véu no Antigo Testamento e no Novo Testamento, o véu de acordo com a Igreja primitiva, o véu nos ícones e o uso do véu hoje.

O USO DO VÉU NO ANTIGO TESTAMENTO

Séculos antes do nascimento de Cristo, o véu na cabeça das mulheres era uma prática aceita para o povo de Deus. Não era apenas uma opção para aquelas que desejavam ser santas. Em vez disso, era uma expectativa que todas as mulheres usassem para cobrir suas cabeças.

Quando o Espírito Santo inspirou Moisés a escrever os primeiros cinco livros da Escritura, a cobertura na cabeça das mulheres simplesmente era assumida como sendo uma prática normal. No livro de Números, quando é realizada uma cerimônia única que requer uma cabeça descoberta, a Escritura faz questão de dizer que o revestimento na cabeça da mulher precisa ser removido:

"Depois de colocar a mulher perante o Senhor, o sacerdote soltará o cabelo dela e porá nas mãos dela a oferta memorial, a oferta pelo ciúme, enquanto ele mesmo terá em sua mão a água amarga que traz maldição." (Números 5:18)

Claro, tal exigência não fazia nenhum sentido se as mulheres normalmente não mantivessem suas cabeças cobertas.

Ainda mais cedo do que isso, no livro de Gênesis, lemos sobre Rebeca, numa jornada para conhecer seu futuro marido, Isaac:

"Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo. E disse ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então tomou ela o véu e cobriu-se." (Gênesis 24:64-65)

Sua discrição piedosa é um modelo para mulheres hoje. Ela não exibiu sua beleza física. Em vez disso, ela se velou, aumentando o fascínio através de uma exibição externa de modéstia.

O uso do revestimento na cabeça das mulheres também pode ser encontrado na história de Susana. É a história cativante de uma mulher linda e virtuosa que foi falsamente acusada e mais tarde vindicada pela sabedoria do jovem Daniel. Susana usava um véu que cobria não apenas a cabeça, mas também o rosto dela. A Escritura parece desaprovar a remoção de seu véu:

"Era delicada e bela de rosto. Aqueles homens perversos exigiam que ela retirasse seu véu — pois estava velada —, a fim de poderem (pelo menos) fartar-se de sua beleza. Os seus choravam, assim como seus amigos." (Daniel 13:32-33)

Nesta passagem da Escritura vemos que as mulheres piedosas buscavam cobrir suas cabeças com um véu, enquanto os homens ímpios procuravam sua remoção.

O USO DO VÉU NO NOVO TESTAMENTO

Os revestimentos para a cabeça das mulheres são um dos muitos pontos de semelhança entre Israel e a Igreja. As mulheres piedosas cobriram a cabeça por milhares de anos antes do advento de Cristo. E quando a Igreja do Novo Testamento nasceu, as mulheres piedosas continuaram a prática.

Na primeira epístola de São Paulo para a igreja de Corinto, ele instrui todos a seguir as tradições sagradas que foram recebidas:

"E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei." (Coríntios 11:2)

O véu na cabeça das mulheres é uma das tradições sagradas que a Igreja recebeu, e São Paulo gasta os próximos vários parágrafos a respeito disso. Ele diz que os revestimentos manifestam honra, no contexto da adoração:

"Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.
Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada." (Coríntios 11:4-5)

A mensagem é bastante clara: é honroso para uma mulher usar o véu durante a adoração, mas é desonroso para os homens cobrirem suas cabeças. É por isso que os homens removem seus chapéus para a oração, até hoje.

Não se contentando em fazer seu ponto apenas uma vez, São Paulo reitera alguns versos depois. As mulheres devem cobrir suas cabeças, e os homens não devem fazê-lo:

"O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos." (Coríntios 11:7-10)

O Antigo Testamento revela que esta tradição sagrada é antiga, mas só começa a sugerir os motivos.

Aqui no Novo Testamento, recebemos alguns motivos para a prática. De acordo com Coríntios 11, o véu manifesta a honra de uma mulher. Eles também são importantes "por causa dos anjos".

Os anjos estão presentes conosco quando oramos e quando adoramos. Embora não possamos entender completamente por que os revestimentos para a cabeça são importantes para os anjos, basta saber que essa razão é dada nas Escrituras. Se a Escritura diz que o véu para as mulheres são importantes para os anjos, então é algo que devemos levar a sério.

O USO DO VÉU DE ACORDO COM OS PAIS DA IGREJA

São João Crisóstomo, em um sermão na Festa da Ascensão, falou tanto dos anjos quanto do velamento das mulheres:

"Os anjos estão presentes aqui... Abra os olhos da fé e tenha essa visão. Pois se o próprio ar estiver cheio de anjos, quanto mais a Igreja! Ouça o Apóstolo ensinando isso, quando ele pede às mulheres para cobrirem a cabeça com um véu por causa da presença dos anjos."

Orígenes, outro proeminente professor da Igreja Primitiva nos diz:

"Há anjos no meio da nossa assembléia; temos aqui uma Igreja dupla, uma de homens, a outra de anjos... E como há anjos presentes! As mulheres, quando oram, são ordenadas a ter uma cobertura sob suas cabeças por causa desses anjos. Eles ajudam os santos e se regozijam na Igreja."

"A Tradição Apostólica" foi escrita no segundo século, e acredita-se que o autor seja Santo Hipólito de Roma. Este livro contém instruções para catecúmenos, incluindo isso:

"E deixe que todas as mulheres tenham a cabeça coberta com um pano opaco..."

E São Cirilo de Alexandria, em comentário a Coríntios 11:

"Os anjos acham extremamente difícil suportar se esta lei [que as mulheres cubram a cabeça] é desconsiderada."



O USO DO VÉU NOS ÍCONES

Os ícones na Igreja Ortodoxa são um guia visual da Fé, uma espécie de "livro de imagens" do cristianismo. Os ícones nos ensinam sobre a vida, a morte e a ressurreição de Cristo e sobre a vida de muitos cristãos que nos precederam.

Os ícones também nos ensinam sobre os revestimentos para a cabeça.

Praticamente todos os ícones de uma mulher ortodoxa a exibem vestindo um véu. Tanto quanto eu sei, a única exceção é Santa Maria do Egito, e ela era uma santa solitária que vivia sozinha no deserto, longe de qualquer povo.

Entre as santas que participaram ativamente da sociedade, todas elas usavam coberturas para a cabeça, e seus revestimentos são mostrados nos ícones.

Mesmo Maria, a Mãe de Deus — a mulher mais abençoada de todo o universo — é mostrada em ícones, usando um véu.

Você pode pensar em um melhor modelo para as mulheres?

O USO DO VÉU HOJE

Em nossa igreja, todas as mulheres e meninas são convidadas a usar revestimentos sob a cabeça, em obediência ao comando de Deus nas Escrituras e por respeito às sagradas tradições da Igreja Ortodoxa. Logo após a porta principal da Igreja, mantemos uma cesta com véus, apenas no caso de uma mulher esquecer o dela em casa e precise emprestá-lo para o dia. Os revestimentos para cabeça também são usados em casa, durante o tempo de oração em família.

Enquanto honramos o caminho de Deus é uma recompensa para si mesmo, também há muitos outros benefícios. Por exemplo:

O véu manifesta a honra de uma mulher. Como São Paulo aponta nas Escrituras, uma mulher traz honra a si mesma cobrindo a cabeça durante a oração.

O véu incentiva a humildade. As mulheres piedosas vêm à igreja para se concentrar na adoração, não para chamar a atenção para si mesmas. Uma garota pode ser tentada a mostrar um penteado atraente. Quando uma mulher usa um revestimento, essa tentação é removida. Ela pode se concentrar na oração, em vez de ter sua atenção no cabelo.

O véu economiza tempo. Na cultura de hoje, pode ser tentador gastar muito tempo e energia em penteados. Mas os revestimentos para a cabeça são rápidos e fáceis. Demora muito menos tempo para colocar um revestimento de cabeça do que para preparar um penteado para exibição.

O véu nos ajuda a mostrar amor e consideração pelos nossos irmãos. Os homens piedosos vêm à igreja para se concentrar na adoração. Mas os penteador de uma mulher bonita podem os distrair. Ao velar os cabelos, uma mulher pode exibir sua modéstia e remover uma distração desnecessária.

Uma revista teológica recentemente ativa publicou um artigo sobre o uso do véu pelas mulheres. Logo depois, a autora do artigo tornou-se membro da Igreja Ortodoxa. No artigo, ela ilustra belamente o propósito icônico do véu:

"O meu uso de uma cobertura na cabeça não é apenas um símbolo ou sinal de que estou de acordo com o Seu pedido, mas que eu, visivelmente, me envio voluntariamente. Com a submissão vem a benção." (Christa Conrad)

Em uma questão do The Handmaiden, uma senhora chamada Elizabeth dá testemunho sobre o uso do véu:

"Durante doze anos, usei um cachecol [como revestimento] em todos os momentos. Agora percebo que tem sido — e continua sendo — essencial para o caminho peregrino e a salvação da minha alma. O caminho estreito para mim — e um número crescente de minhas irmãs — continua sendo a obediência. E com isso vem a sensação de estar no nosso devido lugar no universo ordenado de Deus, regozijando-se com os anjos. Agora, eu digo com gratidão: 'Eu sou!' Na presença do grande eu SOU — na oração e na igreja, cercado pelo anfitrião angélico, adorando nosso Senhor e Rei. A Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, seja a glória, agora e sempre, e até séculos dos séculos. Amém!"

Tradução: Felipe Rotta.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ir ao Pai


A liturgia dominical continua a cantar a glória da Ressurreição, colocando nos lábios de todos os povos sentimentos do mais vivo reconhecimento "Entoai um cântico de alegria, que se propague, e ressoe até os confins da terra; anunciai: o Senhor libertou o seu povo!" (Is: 48, 20) e anuncia a Ascensão já iminente de Jesus Cristo; "Saí do Pai para vir ao mundo; agora de novo deixo o mundo e volto ao Pai" (Jo: 16, 28).

O verdadeiro cristão deve abraçar com convicção, e não por fingimento, toda a religião, e não só por palavras, mas sobretudo com obras, quais são  as obras de misericórdia corporais e espirituais (cf.  Tg: 1, 22-27).

A finalidade única da vida é a de ir ao Pai, seguindo a Jesus nos seus ensinamentos no Evangelho.

Marcos Vinícius Faria de Moraes.

A humildade...

A humildade, portanto, é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celeste, o dom por excelência do Salvador. E só aquele que procura seguir o Senhor, não em Seu poderio e Seus prodígios, mas em Sua humildade e paciência, é capaz de realizar, sem perigo de envaidecimento, todos os milagres por seu Mestre. Quanto àquele que se mostra impaciente para comandar os espíritos malignos, curar os doentes e se fazer admirar pelo povo pelos prodígios que realiza, embora em suas operações invoque o Nome de Cristo, esse não pode ser Seu discípulo porque sua alma soberba não segue o Mestre da humildade.

por São João Cassianoe em sua obra Conferências.