Aouvirmos a voz do Apóstolo que nos dirige as palavras: “Para nós, nossa cidade se encontra no céu, de onde esperamos ardentemente como Salvador o Senhor Jesus Cristo” nos recordamos que lá também, nas alturas, habitam os nossos familiares e os nossos concidadãos, os Santos – que não guardam o silêncio ao nos aguardarem e nem permanecem inativos: antes, agem, assistem e confirmam a Igreja terrestre. Eles vêm, constantemente, ao socorro dos homens por meios celestes, visitando-os, consolando-os, por aparições, visões e milagres. São eles a companhia cotidiana dos fiéis que, dessa forma reforçados e revigorados na alegria, progridem em experiência e em graças, podendo seu espírito então contemplar e percorrer os locais acessíveis e inacessíveis em uma dimensão sobrenatural.
Tudo isso, todavia, não deixa de ser um prelúdio e preparação à nossa definitiva co-habitação com eles e à nossa estadia com Deus. Pois que o Corpo de Cristo é um, a cabeça e os membros são de fato um, em um só corpo, todos juntos em Cristo. Eis porque na Igreja a ignorância e a negligência dos Santos é algo de estranho e anormal, o quê, em contrapartida é uma necessidade natural, é o conhecimento, a comunhão e a familiaridade com os Santos. Desde ao longo dos séculos, a leitura das Vidas dos Santos foi, é e será, juntamente com a Liturgia e os santos ícones, a principal fonte do ensinamento e da educação na Igreja.
Arquimandrita Emilianos de Simonopetra


Nenhum comentário:
Postar um comentário