quinta-feira, 21 de junho de 2018

Transferência das Relíquias do Grande Mártir São Teodoro Stratelates 08 de junho -- Calendário Juliano



O Grande Mártir São Teodoro Stratelates sofreu por Cristo em Heracleia no dia 8 de fevereiro de 319. Ele havia ordenado ao seu servo Varo para sepultar seu corpo junto com seus pais em Euchaita. As transferência das relíquias do Grande Mártir ocorre em 8 de junho de 319. 

Nesse dia também relembramos um milagre do ícone de São Teodoro em uma igreja que lhe foi dedicada em Karsat, próximo a Damasco. Um grupo de sarracenos havia feito essa igreja de residência. Nela havia um afresco retratando o Grande mártir. Do rosto do santo começou a fluir sangue diante dos olhos de todos. Um pouco depois, os sarracenos que haviam se estabelecido ali começaram a se matar uns aos outros. 

Relatos desse milagre foram dados por Santo Anastásio do Monte Sinai [comemorado em 20 de abril] e São João Damasceno [comemorado em 4 de dezembro].

Depois do pão, pedimos o perdão dos pecados.

Do Livro dos Juízes                 8,22-23.30-32; 9,1-15.19-20

O povo de Deus tenta proclamar um rei.

            Naqueles dias: 8,22 Os homens de Israel disseram a Gedeão: “Sê nosso príncipe, tu, teu filho e teu neto, porque nos livraste das mãos dos madianitas”. 23Ele respondeu: “Nem eu nem meu filho vos dominaremos. O nosso chefe será o Senhor”.

              30E Gedeão teve setenta filhos, que saíram dele, porque tinha muitas mulheres.31Uma de suas concubinas, que estava em Siquém, deu-lhe também um filho, a quem ele mesmo deu o nome de Abimelec.

              32E morreu Gedeão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de Joás, seu pai, em Efra de Abiezer.

              9,1 Abimelec, filho de Jerobaal, foi a Siquém encontrar-se com os irmãos de sua mãe e com todos os parentes dela, e disse-lhes: 2“Falai assim a todos os habitantes de Siquém: O que é melhor para vós? Serdes dominados por setenta homens, todos eles filhos de Jerobaal, ou por um homem só? Lembrai-vos também de que eu sou osso de vossos ossos e carne de vossa carne”.3Os irmãos de sua mãe repetiram todas estas palavras aos habitantes de Siquém, e inclinaram o coração deles para Abimelec, dizendo: “É nosso irmão”.4Deram-lhe setenta siclos de prata do templo de Baal Berit, com os quais Abimelec contratou alguns homens miseráveis e aventureiros, que o seguiram.5Depois ele foi à casa de seu pai em Efra, e matou seus setenta irmãos, os filhos de Jerobaal, todos homens, sobre uma única pedra. Restou somente Joatão, filho mais novo de Jerobaal, porque se escondera.6Então todos os habitantes de Siquém e os de Bet-Melo se reuniram junto a um carvalho que havia em Siquém e proclamaram rei a Abimelec. 7Informado disso, Joatão foi postar-se no cume do monte Garizim e se pôs a gritar em alta voz, dizendo: “Ouvi-me, moradores de Siquém, e que Deus vos ouça. 8Certa vez, as árvores resolveram ungir um rei para reinar sobre elas, e disseram à oliveira: ‘Reina sobre nós’. 9Mas ela respondeu: ‘Iria eu renunciar ao meu azeite, com que se honram os deuses e os homens, para me balançar acima das árvores?’ 10Então as árvores disseram à figueira: ‘Vem e reina sobre nós’.11E ela lhes respondeu: ‘Iria eu renunciar à minha doçura e aos saborosos frutos, para me balançar acima das outras árvores?’12As árvores disseram então à videira: ‘Vem e reina sobre nós’.13E ela lhes respondeu: ‘Iria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para me balançar acima das outras árvores?’ 14Por fim, todas as árvores disseram ao espinheiro: ‘Vem tu reinar sobre nós’. 15O espinheiro respondeu-lhes: ‘Se deveras me constituís vosso rei, vinde e repousai à minha sombra; mas se não o quereis, saia fogo do espinheiro e devore os cedros do Líbano!’.19Se, pois, com lealdade e retidão agistes com Jerobaal e sua família no dia de hoje, alegrai-vos com Abimelec e que ele se alegre convosco. 20Mas, se não é assim, saia fogo de Abimelec e devore os habitantes de Siquém e de Bet-Melo. Saia fogo dos habitantes de Siquém e de Bet-Melo e devore Abimelec”.

Do Tratado sobre a Oração do Senhor, de São Cipriano, bispo e mártir.

(Nn.18.22: CSEL 3,280-281.283-284)             (Séc.III)

Depois do pão, pedimos o perdão dos pecados.



            Continuando a oração, fazemos o pedido: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Pode-se entendê-lo tanto espiritual como naturalmente. De ambos os modos Deus se serve para nossa salvação. Cristo é o pão da vida e este pão não é de todos, é nosso. Assim como dizemos Pai nosso, por ser Pai dos que entendem e creem, assim dizemos pão nosso, porque Cristo é o pão dos que comem o seu corpo. Pedimos a dádiva deste pão, todos os dias; não aconteça que nós, que estamos em Cristo e diariamente recebemos sua eucaristia como alimento de salvação, sobrevindo alguma falta mais grave, nos abstenhamos e sejamos privados de comungar o pão celeste e venhamos a nos separar do corpo de Cristo, porque são suas as palavras: Eu sou o pão da vida, que desci do céu. Se alguém comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo.

            Assim, dizendo ele que viverá eternamente quem comer deste pão, como é evidente que vivem aqueles que pertencem ao seu corpo e recebem a eucaristia nas devidas disposições, é de se temer, pelo contrário, que se afaste da salvação aquele que se abstém do corpo de Cristo, conforme a advertência do Senhor:Se não comerdes da carne do Filho do homem e não beberdes de seu sangue, não tereis a vida em vós. Por este motivo, pedimos que nos seja dado diariamente nosso pão, o Cristo, para que não nos apartemos de sua santificação e de seu corpo, nós os que permanecemos e vivemos em Cristo.

            Em seguida, também suplicamos pelos nossos pecados: E perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Depois do pão, pedimos o perdão dos pecados.

            Quão necessária, providencial e salvadora a advertência de sermos pecadores, e obrigados a rogar a Deus pelos pecados! Porque, quando recorre à indulgência de Deus, a alma se lembra de sua condição. Para que ninguém esteja contente consigo, como se fosse inocente e pela soberba se perca mais completamente, quando se lhe ordena pedir todos os dias perdão pelos pecados, cada um toma consciência de que diariamente peca.

            Assim também João, em sua carta, nos adverte: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não estará em nós. Se porém confessarmos nossas culpas, o Senhor, justo e fiel, perdoar-nos-á os pecados. Em sua carta reuniu as duas coisas: o dever de rogar pelos pecados e, rogando, suplicar a indulgência. Por isso diz que o Senhor é fiel, mantendo a sua promessa de perdoar as culpas, pois quem nos ensinou a orar por nossas dívidas e pecados também prometeu, logo em seguida, a misericórdia paterna e o perdão.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

19 de Junho de 2018 (CC) / 06 de Junho (CE) São Hilário, o Jovem, do Mosteiro de Dalmaton; Besarion do Egipto, o Milagroso.



São Hilário nasceu na Capadócia, por volta do ano 775. Seus pais, Theodócia e Pedro, prestavam serviço no palácio. Sendo pessoas muito devotas, semearam no coração do pequeno Hilário os ensinamentos cristãos. Este, ainda muito jovem, sentindo arder em seu coração a chama da fé, tomou a decisão de ir ao monastério Hironisu, em Constantinopla. Lá se dedicou ao aos estudos e exercícios espirituais. 

Um pouco mais tarde foi para o monastério de Dalmácia onde foi tonsurado monge, passando lá cerca de 10 anos. Durante este tempo, sua humildade, paciência e grande generosidade foi exemplo para todos os que o cercavam. Isto o levou a ser eleito abade do monastério. 

Após um breve período, teve início um grave problema no seio da igreja com a iconoclastas. Teve início então a perseguição ao Santo, com imposição de restrições aos monastérios, prisões, sofrimento, culminando com um exílio que durou cerca de oito anos. 

São Hilário, após a grande Triunfo da Ortodoxia no Sétimo Concílio Ecumênico, que confirmou a legitimidade dos ícones como expressões verdadeiras da fé cristã, retornou ao seu monastério, morrendo três anos depois, aos 70 anos, em paz e tranqüilidade.

São João, o Solitário, em ''Os Padres sírios, sobre a Oração e a Vida Espiritual''

Porque Deus é silêncio, e no silêncio Ele é cantado por meio daquela salmodia que é digna Dele. Não estou falando do silêncio da língua, pois se alguém meramente mantiver sua língua silente, sem que saiba cantar em mente e em espírito, então ele está simplesmente desocupado e se torna repleto de maus pensamentos:[...]Há um silêncio da língua, há um silêncio de todo o corpo, há um silêncio da alma, há um silêncio da mente, e há um silêncio do espírito.

São João, o Solitário, em ''Os Padres sírios, sobre a Oração e a Vida Espiritual''

terça-feira, 19 de junho de 2018

Salve Regina.




Missão Ortodoxa de Santo Atanásio Muenster (Alemanha) Junho de 2018, registrada após a Santa Missa, que foi celebrada de acordo com o antigo rito cisterciense por Dom Abade Thomas e assistido por dois subdiáconos.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Cântico Bizantino


 Cântico Bizantino: Coleção do salmo 135 com Ritmo triplo em varios tons bizantinos adaptação para o português por Dom Romanós Daoud.
Dedicado ao querido hipodiacono Paísios Diaz

Nossa oração é pública e universal.

Do Livro dos Juízes             4,1-24

Débora e Barac

            Naqueles dias: 1Os filhos de Israel tornaram a fazer o mal na presença do Senhor, depois da morte de Aod, 2e o Senhor entregou-os nas mãos de Jabin, rei de Canaã, que reinava em Hasor. O general do seu exército se chamava Sísara e habitava em Haroset-Goim. 3Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porque Jabin tinha novecentos carros de ferro e, já havia vinte anos, oprimia duramente Israel.

              4Ora, naquele tempo, a profetisa Débora, mulher de Lapidot, era quem julgava Israel. 5Ela costumava sentar-se sob a palmeira que levava o seu nome, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim. E os filhos de Israel subiam até ela em todos os seus litígios. 6Ela mandou chamar Barac, filho de Abinoem, natural de Cedes de Neftali, e lhe disse: “Por ordem do Senhor Deus de Israel, vai e conduze o exército ao monte Tabor, e toma contigo dez mil combatentes dos filhos de Neftali e dos filhos de Zabulon. 7Quando estiveres junto da torrente do Quison, conduzirei a ti Sísara, general do exército de Jabin, com seus carros e todas as suas tropas, e o entregarei em tuas mãos”. 8Barac disse-lhe: “Se vieres comigo, irei. Se não vieres comigo, não irei”. 9Ela respondeu: “Está bem, eu irei contigo.Contudo, não será tua a glória da expedição que fazes, porque o Senhor entregará Sísara nas mãos de uma mulher”.

            Então Débora levantou-se e partiu com Barac para Cedes. 10Eele, convocando Zabulon e Neftali, marchou com dez mil combatentes, tendo Débora em sua companhia. 11Ora, o quenita Héber tinha-se separado dos outros quenitas, filhos de Hobab, sogro de Moisés, e tinha erguido suas tendas junto ao carvalho de Saanim, perto de Cedes.

              12Anunciaram a Sísara que Barac, filho de Abinoem, tinha avançado até ao monte Tabor. 13Então Sísara reuniu todos os novecentos carros de ferro e fez marchar todo o exército que estava com ele, desde Haroset-Goim até à torrente do Quison.

              14Débora disse a Barac: “Levanta-te, porque hoje é o dia em que o Senhor entregou Sísara em tuas mãos. E ele mesmo é o teu guia”. Barac desceu do monte Tabor, e os dez mil homens com ele.15O Senhor aterrorizou Sísara, com todos os seus carros e todas as suas tropas, que caíram ao fio da espada, perante Barac, de maneira que Sísara, saltando do seu carro, fugiu a pé. 16Barac foi perseguindo os carros que fugiam e o exército até Haroset-Goim, e todo o exército de Sísara foi morto, sem escapar um só.

              17Entretanto, Sísara chegou a pé à tenda de Jael, mulher do quenita Héber, pois havia paz entre Jabin, rei de Hasor, e a casa de Héber, o quenita. 18Jael saiu ao encontro de Sísara e lhe disse: “Entra, meu Senhor; entra, não temas”. Ele entrou na tenda e ela o cobriu com um manto. 19“Dá-me de beber um pouco de água”, disse ele, “pois tenho sede”. Ela abriu um odre de leite, deu-lhe de beber e o cobriu de novo.20E Sísara disse-lhe: “Fica à entrada da tenda, e se vier alguém perguntando: Há alguém aqui?, responderás: “Não há ninguém”. 21Mas Jael pegou um dos cravos da tenda, empunhou um martelo e, aproximando-se dele pé ante pé, cravou-lho nas têmporas, atravessando-o até à terra. E Sísara, que dormia profundamente, morreu.22E, nesse instante, chegou Barac, que vinha em perseguição de Sísara, e Jael saiu-lhe ao encontro, dizendo: “Vem, e te mostrarei o homem que procuras”. Ele entrou e viu Sísara caído e morto, com o cravo espetado nas têmporas.

              23Naquele dia Deus humilhou Jabin, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel, 24que se foram tornando cada vez mais fortes contra Jabin, rei de Canaã, até que de todo o destruíram.

Do Tratado sobre a Oração do Senhor, de São Cipriano, bispo e mártir.

(Nn.8-9: CSEL 3,271-272)             (Séc.III)

Nossa oração é pública e universal.

            Antes do mais, o Doutor da paz e Mestre da unidade não quis que cada um orasse sozinho e em particular, como rezando para si só. De fato, não dizemos:Meu Pai que estais no céus; nem: Meu pão dai-me hoje. Do mesmo modo não se pede só para si o perdão da dívida de cada um ou que não caia em tentação e seja livre do mal, rogando cada um para si. Nossa oração é pública e universal e quando oramos não o fazemos para um só, mas para o povo todo, já que todo o povo forma uma só coisa.

            O Deus da paz e Mestre da concórdia, que ensinou a unidade, quis que assim orássemos, um por todos, como ele em si mesmo carregou a todos.

            Os três jovens, lançados na fornalha ardente, observaram esta lei da oração, harmoniosos na prece e concordes pela união dos espíritos. A firmeza da Sagrada Escritura o declara e, narrando de que maneira eles oravam, apresenta-os como exemplo a ser imitado em nossas preces, a fim de nos tornarmos semelhantes a eles. Então, diz ela, os três jovens, como por uma só boca, cantavam um hino e bendiziam a Deus. Falavam como se tivessem uma só boca e Cristo ainda não lhes havia ensinado a orar.
            Por isto a palavra foi favorável e eficaz para os orantes. De fato, a oração pacífica, simples e espiritual, mereceu a graça do Senhor. Do mesmo modo vemos orar os apóstolos e os discípulos, depois da ascensão do Senhor. Eram perseverantes, todos unânimes na oração com as mulheres e Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos. Perseveravam unânimes na oração, manifestando tanto pela persistência como pela concórdia de sua oração, que Deus que os faz habitar unânimes na casa, só admite na eterna e divina casa aqueles cuja oração é unânime. De alcance prodigioso, irmãos diletíssimos, são os mistérios da oração dominical! Mistérios numerosos, profundos, enfeixados em poucas palavras, porém, ricas em força espiritual, encerrando tudo o que nos importa alcançar!
Rezai assim, diz ele: Pai nosso, que estais nos céus.

O homem novo, renascido e, por graça, restituído a seu Deus, diz, em primeiro lugar,Pai!, porque já começou a ser filho. Veio ao que era seu e os seus não o receberam. Atodos aqueles que o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aqueles que creem em seu nome. Quem, portanto, crê em seu nome e se fez filho de Deus, deve começar por aqui, isto é, por dar graças e por confessar-se filho de Deus ao declarar ser Deus o seu Pai nos céus.

Sao Cipriano e Santa Justina.