terça-feira, 23 de outubro de 2018

Os 26 Monges Mártires de Zographou e 4 Leigos.

23 de Outubro de 2018 (CC) / 10 de Outubro (CE).



Quando o Imperador Miguel Paleólogo, a fim de obter ajuda do Ocidente contra os búlgaros e sérvios, firmou com o Papa de Roma, a abominável «União de Lyon», os monges da Montanha Santa enviaram um protesto ao Imperador contra esta União, implorando-lhe para rejeitá-la e retornar à Ortodoxia. O Papa enviou um exército para ajudar o Imperador. O exército Latino entrou na Montanha Santa e cometeu tamanha barbárie, qual os turcos nunca tinham cometido em quinhentos anos. 

Depois de assassinar todo o Prótaton (Conselho dos Governantes do Monte Athos e de ter matado muitos monges em Vatopedi, Iveron e outros mosteiros, os latinos atacaram Zographou. O bendito Abade Thomas advertiu aos irmãos que quem desejasse ser poupado pelos latinos, deveria fugir do mosteiro, e que quem desejasse alcançar uma morte de mártir, deveria permanecer. E assim, vinte e seis homens permaneceram: o abade, vinte e cinco monges e quatro leigos que serviam como trabalhadores do mosteiro. Todos eles trancaram-se na torre do mosteiro. Quando os latinos chegaram, eles puseram fogo na torre e estes vinte e seis heróis de Cristo obtiveram no fogo uma morte de mártir. Enquanto a torre estava queimando, eles entoavam os Salmos e o Akathistos à Santíssima Mãe de Deus. Eles entregaram suas almas santas a Deus em 10 de outubro de 1283. Em dezembro do mesmo ano, o desonrado Imperador Miguell morreu na pobreza, quando o rei sérvio Milutin levantou-se contra ele em defesa da Ortodoxia.

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