terça-feira, 2 de abril de 2024
Este raro ícone.
Porque os monges ...
"porque os monges que, no decurso da semana, recitam menos do que o saltério com os cânticos costumeiros revelam ser por demais frouxo o serviço de sua devoção. 25. Pois lemos que os nossos santos Pais realizavam, corajosamente, em um só dia isso que oxalá nós indolentes, cumprimos no decorrer de toda uma semana"
(Regra de São Bento, 18 24-25)
O que é o ícone?
O ícone é uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Mãe de Deus, dos santos, a ilustração de uma festa litúrgica. Ele é pintado segundo técnicas precisas e conforme certos “cânones” tradicionais destinados a lhes garantir autenticidade. Não se trata, pois, de um quadro qualquer sobre religião, de uma imagem piedosa aonde a realização seria deixada por conta da inspiração individual e submetida às “modas” ou aos estilos artísticos profanos. O critério não é a beleza — embora ela exista, evidentemente, mas a verdade.
Não se deve crer, entretanto, que as regras que regem a arte do ícone fazem dele algo monótono ou estereotipado. Longe disso. É suficiente comparar dois ícones que ilustram a mesma festa litúrgica pintados por iconógrafos da mesma época ou de períodos diferentes, para ver que eles são distintos entre si, embora representem uma mesma verdade. A fidelidade à tradição não é repetição, cópia, mas uma revelação sempre nova da vida interior da Igreja. O iconógrafo fala a língua de sua época e se exprime de seu próprio jeito nos moldes da tradição da Igreja.
Era necessário que Cristo sofresse, para assim entrar na sua glória
Cristo, tendo demonstrado por palavras e obras que era verdadeiro Deus e Senhor do universo, ao dirigir-Se para Jerusalém dizia aos seus discípulos: Subimos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos gentios, aos pontífices e aos escribas, para ser escarnecido, flagelado e crucificado. Fazia, na verdade, estas afirmações em perfeita consonância com os vaticínios dos Profetas, que tinham anunciado de antemão a morte que Ele havia de sofrer em Jerusalém.
Ora, tendo a Sagrada Escritura profetizado, desde o princípio, a morte de Cristo com os sofrimentos que haviam de a preceder, predisse também o que sucedeu ao seu corpo depois da morte; e preanunciou que Aquele a quem isto aconteceu é Deus impassível e imortal. De outro modo, nunca Ele seria Deus, se nós, com os olhos postos na verdade da Encarnação, dela não pudéssemos deduzir, com inteira justiça, as razões de podermos confessar uma e outra coisa, ou seja, o seu sofrimento e impassibilidade e, ao mesmo tempo, a causa pela qual, sendo o Verbo de Deus, e, portanto, impassível, Se sujeitou à morte. É que doutra maneira o homem não podia ser salvo. Só Ele o sabia e aquele a quem o quis revelar: conhece, com efeito, tudo o que é do Pai, tal como o Espírito perscruta as profundezas dos mistérios divinos.
Era necessário, na verdade, que Cristo sofresse. A paixão não podia de modo algum evitar-se. Ele mesmo o afirmou ao chamar insensatos e lentos de coração os que ignoravam ser necessário que Cristo assim sofresse para entrar na sua glória. Com efeito, desceu à terra para salvação do seu povo, deixando aquela glória que tinha junto do Pai, antes da criação do mundo. Mas a salvação devia consumar-se por meio da morte do Autor da nossa vida, como ensina São Paulo: Ele é o Autor da vida, elevado à glória perfeita através dos sofrimentos.
Assim se vê como a glória do Unigénito, que por nossa causa tinha deixado por breve tempo, Lhe foi restituída, por meio da cruz, na carne que tinha assumido. É o que afirma São João no seu Evangelho ao indicar qual era aquela água de que falava o Salvador: Se alguém acredita em Mim, do seu interior brotarão rios de água viva. Referia-Se ao Espírito Santo que haviam de receber todos os que acreditassem n’Ele; ainda não tinha vindo o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado; e chama glória à morte na cruz. Por isso, quando o Senhor orava, antes de ser crucificado, pedia ao Pai que O glorificasse com aquela glória que tinha junto d’Ele, antes da criação do mundo.
| Dos Sermões de Santo Anastásio de Antioquia | (Sermão 4, 1-2: PG 89, 1347-1349) (Sec. VI) |
AO DEUS DESCONHECIDO.
Para aqueles que não sabem: durante a maior parte de sua existência, o Partenon foi uma Igreja Ortodoxa (do século 5 ao 15 dC). Foi dedicado à Mãe de Deus e nomeado Panagia Atheniotissa. Os verdadeiros gregos abandonaram totalmente os ídolos pagãos pelo Único Deus Verdadeiro da Ortodoxia. 🇬🇷☦️
E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.
Atos 17:22,23





